Lula ou Flávio? O que está em jogo para a construção civil na Bolsa
Lula ou Flávio? O que está em jogo para a construção civil na Bolsa O resultado das eleições presidenciais de 2026 pode trazer perspectivas diferentes para as empresas da construção civil negociadas na Bolsa brasileira.
Enquanto as incorporadoras voltadas ao Minha Casa, Minha Vida podem encontrar maior sustentação na continuidade das políticas habitacionais, companhias de médio e alto padrão enfrentam desafios relacionados aos juros elevados e às condições de financiamento imobiliário .
A avaliação é de João Daronco, da Suno Research, durante a transmissão ao vivo da Suno sobre a apuração do segundo turno, neste domingo (25).
Questionado sobre os possíveis impactos de uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), o analista explicou que o desempenho do setor depende principalmente do segmento de atuação das construtoras.
Minha Casa, Minha Vida pode sustentar a construção civil Segundo Daronco, o segmento econômico, especialmente aquele vinculado ao Minha Casa, Minha Vida, apresenta perspectivas diferentes das incorporadoras voltadas aos imóveis de maior valor.
Em um cenário de continuidade do governo Lula, o analista considera possível a manutenção do desempenho observado nos últimos anos.
“Se a gente pega e considera o Minha Casa Minha Vida, a gente poderia esperar uma continuação do que a gente viu nesses últimos anos”, afirmou.
Os números recentes ajudam a explicar essa avaliação.
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 58% dos lançamentos residenciais no segundo trimestre de 2026, maior participação desde o início da série histórica, em 2019.
Foram 62.129 unidades lançadas pelo programa entre abril e junho, ante 45.032 imóveis dos demais segmentos.
No primeiro trimestre, a participação do Minha Casa, Minha Vida era de 50%.
O desempenho reforça a importância dos programas habitacionais para a atividade imobiliária, embora não signifique que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro levaria necessariamente à interrupção ou à redução dessas iniciativas.
Juros elevados ameaçam imóveis de médio e alto padrão Para as incorporadoras que atuam nos segmentos de médio e alto padrão, Daronco vê um cenário mais desafiador, principalmente pela dependência do financiamento imobiliário.
“O médio e alto padrão é muito mais dependente de juros e de financiamento vindo da SBPE”, explicou o analista, referindo-se ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.suno.com.br — o conteúdo pertence a Suno Notícias.