Tesouro Direto: taxas dos títulos IPCA+ caem com dinheiro na praça; prefixados sobem
A enxurrada de dinheiro lançado no mercado com o vencimento do Tesouro IPCA+ 2026 (ou NTN-B) nesta semana ajuda o Brasil a ser uma exceção em dia de forte alta das taxas de juros globais, em especial nos vencimentos mais longos.
Títulos públicos do Japão e dos Estados Unidos ocupam as manchetes nesta terça-feira (18) ao atingir o pico dos últimos 30 anos.
O Tesouro Nacional liquidou ontem (17) o pagamento de cerca de R$ 260 bilhões a credores de títulos IPCA+ com que venceram na semana passada.
O valor representa cerca de 20% da dívida pública atrelada à inflação.
O governo não precisa recompor esse valor imediatamente.
Os leilões periódicos dissipam essa demanda ao longo do tempo e melhoram, assim, o custo de captação.
O dinheiro na praça, porém, significa mais compradores, o que contribui para a redução das taxas desde ontem.
Desde junho, os títulos do Tesouro Direto com vencimentos intermediários (até 10 anos) dispararam.
Não demorou para que a alta chegasse aos vencimentos mais longos (acima de 10 anos), que, em julho, atingiram as máximas históricas.
Mesmo com retornos elevados, os leilões periódicos de prefixados e atrelados à inflação foram realizados com ofertas reduzidas, pela falta de compradores.
Não era falta de investidores pessoas físicas: o Tesouro Direto atingiu recorde de vendas em julho.
São gestores, tesourarias, fundos de pensão, enfim, os grandes bolsos os que têm perdido o apetite por títulos longos.
Como a maior parte da demanda é sustentada por eles, a falta de apetite manteve a taxa em trajetória de alta.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,31%, ante IPCA + 7,35% na última sessão.
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