Sem permissão a Flávio, Moraes autoriza os outros filhos a visitar Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas de Carlos Bolsonaro e Jair Renan ao ex-presidente Jair Bolsonaro , que cumpre prisão domiciliar . Flávio Bolsonaro , candidato do PL à Presidência da República, permanece impedido de visitar o pai até depois do primeiro turno das eleições deste ano.
A decisão foi tomada após o fim do período de 30 dias em que Moraes havia suspendido as visitas ao ex-presidente . A medida foi determinada depois que Bolsonaro descumpriu uma cautelar relacionada à comunicação política.
Segundo a decisão, Carlos Bolsonaro e Jair Renan poderão visitar o pai nas mesmas condições e com as medidas de segurança que já haviam sido estabelecidas anteriormente.
Moraes manteve, porém, a proibição de encontros com finalidade político-eleitoral e de divulgação de manifestações políticas ou eleitorais.
O ministro também advertiu que um eventual descumprimento das regras poderá levar à revisão da autorização . Entre as medidas que podem ser adotadas está a conversão da prisão domiciliar em regime fechado.
Apesar da liberação das visitas de Carlos e Jair Renan, Flávio Bolsonaro continua impedido de entrar na residência onde o pai cumpre prisão domiciliar. A restrição vale até depois do primeiro turno das eleições, marcado para outubro.
A proibição foi determinada após Flávio publicar nas redes sociais uma carta atribuída a Jair Bolsonaro , na qual o ex-presidente declarava apoio à candidatura do filho à Presidência.
Na ocasião, Moraes considerou que a publicação poderia representar uma forma de descumprimento da determinação que impedia Bolsonaro de realizar manifestações políticas e de utilizar terceiros para fazê-las.
Diante das restrições impostas ao ex-presidente, o PL informou que pretende solicitar a Alexandre de Moraes que uma irmã da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja responsável por acompanhar Jair Bolsonaro durante o período eleitoral .
Michelle é candidata ao Senado pelo Distrito Federal e deve participar de agendas de campanha em diferentes regiões do país. A proposta ainda depende de autorização do ministro.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano. A medida foi determinada no contexto do processo em que o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Desde o início da prisão domiciliar, Bolsonaro está submetido a restrições de visitas e de comunicação externa, o que inclui a proibição de manifestações político-eleitorais nas redes sociais.
O período de 30 dias de suspensão das visitas familiares determinado por Moraes terminou em 16 de agosto.
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