Hugo Motta diz que PL da Misoginia é "urgente para o Brasil"
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11) que o combate à misoginia é uma prioridade da Casa e defendeu o avanço do projeto que endurece a legislação contra ataques às mulheres.
Apesar de classificar a proposta como "urgente para o Brasil", Motta disse que ainda não pode garantir a votação do PL da Misoginia nesta semana, já que o texto depende de um entendimento no Colégio de Líderes e enfrenta questionamentos da bancada evangélica sobre a caracterização do crime.
Segundo o presidente da Câmara, a relatora da proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), participa das negociações com o governo, bancadas partidárias e a Frente Parlamentar Evangélica em busca de um texto de consenso.
Motta destacou que Câmara tem avançado em propostas que aumentam punições contra agressores e ampliam mecanismos de proteção às vítimas. "Nós temos aprovado projetos importantes de aumento de penas para agressores de mulheres, de colocar tornozeleira eletrônica em quem agride mulher, de poder criar toda uma rede de proteção", declarou.
As discussões sobre misoginia fazem parte de uma agenda mais ampla que será negociada no Colégio de Líderes. Motta explicou que a Câmara terá duas semanas de esforço concentrado: uma agora e outra entre o fim de agosto e o início de setembro.
A concentração das sessões aumenta a pressão para definir quais propostas terão prioridade diante do período reduzido disponível para votações.
Entre as matérias mencionadas por Motta estão propostas relacionadas a combustíveis, fertilizantes, minerais críticos, à Copa do Mundo Feminina de 2027, a recursos para o Ministério da Defesa e ao Plano Nacional de Cultura.
Motta argumentou que as propostas relacionadas a combustíveis e fertilizantes são relevantes para reduzir vulnerabilidades do agronegócio brasileiro.
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