Hypera (HYPE3) sobe na contramão do Ibovespa após balanço após balanço do 3T26; o que animou o mercado?
As ações da Hypera (HYPE3) operam entre as poucas altas do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (28), em um dia fortemente negativo para o principal índice da Bolsa brasileira. O avanço ocorre após a farmacêutica reportar lucro líquido de R$ 527 milhões referente ao terceiro trimestre de 2026, um crescimento anual de 16,1%.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) 3,4% maior na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a R$ 782,3 milhões.
Dona de marcas como Neosaldina, Coristina e Semavy, a Hypera teve receita líquida de R$ 2,44 bilhões de julho ao final de setembro, alta de 9,4% sobre o mesmo período do ano passado.
Por volta de 12h05 (horário de Brasília), as ações subiam 0,84%, cotadas a R$ 21,63. Na máxima do dia, até esse horário, o avanço chegou a 5,22%. Acompanhe o tempo real .
Para o BTG Pactual , os números vieram amplamente em linha com as expectativas, tendo como principal destaque positivo uma redução da dívida líquida um pouco melhor do que o esperado, com a companhia encerrando o trimestre com dívida líquida de R$ 5,61 bilhões.
Após incorporar os resultados dos trimestres recentes ao modelo, considerar o recente aumento do custo de capital no Brasil e atualizar a avaliação para o final de 2027, o banco estabeleceu um novo preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 25 por ação, ante preço-alvo anterior para o fim de 2026 de R$ 24 por ação.
O novo preço representa um potencial de alta de 16,5%. A recomendação do BTG para a farmacêutica é neutra.
“Embora reconheçamos os avanços recentes da companhia na gestão do capital de giro e na desalavancagem, continuamos com dificuldade para enxergar uma trajetória consistente de crescimento do Ebitda na Hypera, particularmente diante da limitada alavancagem operacional observada nos últimos trimestres”, diz o banco.
Além disso, os analistas citam riscos de execução relacionados ao processo de desalavancagem da companhia, especialmente em um cenário em que as taxas de juros permaneçam elevadas por um período mais prolongado.
Analistas do Itaú BBA veem no balanço da Hypera um conjunto sólido de resultados, com as tendências de sell-out (vendas do varejo para o consumidor final) já se beneficiando do lançamento do Semavy, a caneta emagrecedora da farmacêutica, que deve continuar servindo como um vetor positivo nos próximos trimestres.
Ainda que a margem Ebitda tenha sofrido a esperada pressão na comparação anual devido ao aumento dos gastos com marketing, a rentabilidade ainda ficou 80 pontos-base acima das estimativas da casa.
O BBA destaca ainda bem-sucedidas iniciativas da companhia de gestão de passivos, incluindo emissões de dívida a custos mais baixos e resgates de debêntures.
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