Santander (SABN11): UBS BB rebaixa recomendação para neutra e corta R$ 10 do preço-alvo de olho em OPA
O UBS BB rebaixou a recomendação de ações de Santander ( SAN B 11 ) de compra para neutro nesta segunda-feira (24) diante da possível oferta pública de aquisições de papéis (OPA) proposta pelo Santander Espanha.
Os analistas do UBS também revisaram para baixo o preço-alvo das ações SANB11 de R$ 44 para R$ 34 – o que ainda implica um potencial de valorização de 15,1% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (21).
Nas contas do banco suíço, o preço-alvo de € 13,70 para o Santander (Grupo), combinado à relação de troca proposta e ao câmbio de € 1/R$ 6,00, resulta em um preço-alvo de R$ 34,00 para a unit do Santander Brasil , com potencial de alta limitado em relação aos níveis atuais.
Em julho, a sede do banco lançou uma oferta de troca de ações para adquirir os 10,7% restantes de participação minoritária no Santander Brasil que ainda não detém.
A relação de troca definida foi de 0,4056 novas ações do Santander (Grupo) para cada unit do Santander Brasil (SANB11).
Desde então, as ações SANB11 acumulam valorização de cerca de 15%.
No acumulado do ano, porém, o saldo é negativo em 8,2%.
Já nesta segunda-feira, os papéis do Santander operam em alta na B3.
Por volta de 10h40, SANB11 subia 0,78%, a R$ 29,78, acompanhando o desempenho positivo do setor.
No mesmo horário, o Índice Financeiro (IFNC) subia 0,33%.
Resultados mais fracos Os analistas do UBS BB também consideram que o Santander Brasil reportou resultados “fracos” no segundo trimestre (2T26), com destaque para a queda de quase 20% do lucro líquido gerencial na comparação anual.
CONFIRA OS NÚMEROS: Santander (SANB11): Lucro tomba 17,6%, vai a R$ 3 bilhões no 2T26 e frustra expectativas; ROE cai para 12,5% Segundo a equipe, o principal fator por trás do resultado abaixo do esperado e da contração sequencial foi a fraqueza da margem financeira com clientes (NII) e as provisões acima do esperado.
“A mudança na metodologia de baixas para prejuízo, combinada com casos específicos no segmento corporativo, explica parcialmente o aumento das provisões”, afirmam.
“Isso nos levou a elevar nossa estimativa de custo de risco para 3,9% neste ano, ante 3,7% anteriormente.
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