Como o CEIS pode transformar o cálculo do risco na saúde
O desafio de ser conciso na tradução do potente impacto que o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) poderá ter na assistência à saúde brasileira é enorme e, portanto, destaco principalmente a possibilidade de construção de cenários econômicos que possam gerar as tão almejadas previsibilidade e eficiência.
Inicio reafirmando que todo cidadão brasileiro tem o direito a um tratamento correto a um custo correto; esse binômio não pode ser flexibilizado.
Para tal, todas as instâncias da República devem ser mobilizadas para a construção dessas condutas.
Com notícias da Anvisa e da ANS, o JOTA PRO Saúde entrega previsibilidade e transparência para empresas do setor O CEIS é um dos ecossistemas produtivos e tecnológicos mais estratégicos do país.
Ele representa a intersecção onde a política industrial encontra a política social de saúde, englobando desde a pesquisa de base até a ponta final da assistência.
Para entender o tamanho e a importância do CEIS, basta observar que ele responde por quase 10% do PIB brasileiro e é o pilar de sustentação tanto do Sistema Único de Saúde ( SUS ) quanto da Saúde Suplementar.
O grande calcanhar de Aquiles histórico do Brasil sempre foi a dependência externa.
O déficit na balança comercial da saúde é multibilionário, impulsionado pela necessidade de importar Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e equipamentos de alta densidade tecnológica.
Veja, por exemplo, o Sistema Nacional de Transplantes, o maior sistema público do tipo no mundo.
Uma operação dessa magnitude é insustentável sem um CEIS robusto.
Ela depende visceralmente da logística de preservação de órgãos (equipamentos avançados), da disponibilidade contínua de imunossupressores de alto custo (base química) e de infraestrutura hospitalar de altíssima complexidade (serviços).
Qualquer gargalo na importação paralisa a ponta.
No âmbito da Saúde Suplementar e Regulação, o fortalecimento do CEIS dialoga diretamente com a sustentabilidade financeira do setor.
Quando o país passa a produzir biossimilares e genéricos complexos internamente, há um impacto direto nas resoluções da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) sobre a precificação de novas moléculas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.