Fraudes no INSS: quem é Carlos Roberto, chefe da Conafer preso pela PF
A Polícia Federal prendeu, na noite de ontem (12/8), o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.
Investigado na Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele era considerado foragido desde novembro do ano passado.
Lopes se apresentou à Superintendência Regional da PF, em Brasília, para cumprir a ordem de prisão.
Leia também: Fraude no INSS: PF prende foragido da Operação Sem Desconto A Conafer aparece entre os principais alvos da investigação.
Segundo a PF, a entidade teria sido utilizada em um esquema envolvendo filiações fraudulentas e cobranças não autorizadas aplicadas a beneficiários do INSS.
A apuração aponta que valores foram descontados diretamente dos benefícios sem o consentimento dos aposentados e pensionistas.
No relatório que encerrou a primeira etapa da investigação, a corporação apontou a necessidade de responsabilização de Lopes por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado, reiterado, e corrupção ativa majorada.
Leia também: PF indicia ex-dirigentes do INSS em novo inquérito sobre descontos indevidos A prisão do dirigente ocorre semanas depois de a PF concluir a primeira fase da apuração, que resultou no indiciamento de 48 pessoas.
Entre os investigados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do instituto Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Lopes também foi formalmente indiciado nessa etapa, em que a Conafer foi apontada como principal alvo de um dos inquéritos.
Em 17 de novembro do ano passado, a PF já havia cumprido mandado de prisão contra o presidente da Conafer, mas não conseguiu localizá-lo.
Desde então, ele passou a ser considerado foragido.
À época, a entidade negou que Lopes tivesse fugido e afirmou que ele estava em viagem em área de difícil acesso.
Antes disso, em setembro, Carlos Roberto chegou a ser preso em flagrante pela CPMI do INSS por mentir ao colegiado, sendo solto após pagar a fiança.
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