Com militares fora do jogo eleitoral, Lula evita ‘vespeiros’ e prioriza reequipamento
O programa de governo de Lula (PT) faz uma clara escolha política na relação com os militares.
Com a caserna fora do jogo eleitoral de 2026, ao contrário do que ocorreu quatro anos atrás, o documento evita mexer em “vespeiros” e foge de temas capazes de reabrir um confronto direto com os quartéis.
Em vez de propor uma reforma institucional das Forças Armadas após a crise aberta pelo 8 de Janeiro e pela participação de oficiais na trama golpista, concentra-se em reequipamento, capacidade de dissuasão, autonomia tecnológica e fortalecimento da indústria de defesa.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Em 2022, militares da ativa e da reserva estavam no centro da disputa política.
O Ministério da Defesa foi levado para dentro da fiscalização do processo eleitoral em meio às dúvidas lançadas por Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas, embora seu relatório final não tenha apontado fraude ou inconsistência.
A relação de Lula com os militares começou o terceiro mandato marcada por forte desconfiança, e o 8 de Janeiro aprofundou a crise.
Naquele dia, Lula rejeitou a adoção de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaria o emprego das Forças Armadas para conter as depredações na praça dos Três Poderes, e optou pela intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal.
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