Maior tubarão luminoso do mundo usa brilho para caçar suas presas; estudo
Com cerca de 1,8 metro de comprimento, o tubarão-kitefin (Dalatias licha) é considerado o maior vertebrado luminoso descoberto até hoje.
A habilidade de brilhar no escuro é garantida pelos milhões de fotóforos – isto é, estruturas emissoras de luz – espalhados pela sua barriga, barbatanas e flancos.
Mas, além do brilho, ele também é um expert em camuflagem, e consegue enganar presas na hora da caçada.
É como se ele tivesse aprendido a usar uma lanterna que, ao mesmo tempo, funciona como capa de invisibilidade.
Normalmente, esse brilho todo serve para atrair presas ou para encontrar um parceiro.
Mas pesquisadores da Universidade Católica da Lovaina (Bélgica) descobriram que os tubarões-kitefin fazem um uso diferenciado de sua barriga brilhante: eles manipulam de forma habilidosa os raios de luz que incidem da superfície para confundir seu jantar.
A maioria das espécies que habitam as profundezas emite luz por baixo.
Esta é uma forma de se camuflar de predadores que e evitar predadores que estejam se aproximando sorrateiramente.
O D. licha, no entanto, adota uma estratégia diferente: nada para cima e tenta se misturar com a luz que vem de fora da água, o que o torna mais difícil de ser visto durante a caçada.
Um novo estudo analisou esse comportamento e foi publicado no dia 6 de agosto na revista científica iScience.
O meu brilho você (não) quer A equipe de cientistas capturou oito tubarões-kitefin, e usaram a pescaria farta como chance de observar como esses animais são exímios estrategistas na água.
Para isso, os tubarões foram colocados e mantidos em tanques escuros, o que permitiu que os pesquisadores medissem o brilho emitido por suas peles e, posteriormente, a comparasse com o brilho da luz em profundidades entre 480 e 540 metros, onde costumam viver.
Distribuição da luminescência no tubarão-kitefin e indicação da emissão do brilho em cinco posições do corpo iScience Não deu outra: os resultados revelaram que o brilho do animal correspondia à intensidade da luz que incidia na superfície da água.
Somado a isso, foi possível constatar que os comprimentos de onda (aquela distância entre os dois “topos” consecutivos de uma onda de luz) eram correspondentes às cores azul e verde para os olhos humanos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.