Novo tratamento para câncer retal promete reduzir necessidade de amputação
Os resultados de um novo estudo prometem mudar a forma como pacientes com câncer de reto localmente avançado são tratados pelo mundo.
Apresentados durante o Congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO) 2026, os dados do estudo AZUR-1, apontam para uma nova opção terapêutica que descarta a necessidade de amputação do reto em parte dos pacientes, um avanço recebido com entusiasmo pela comunidade científica.
O medicamento é o dostarlimabe, uma imunoterapia do tipo anticorpo monoclonal humanizado anti-PD-1, que bloqueia uma proteína que as células tumorais usam para se esconder das defesas do corpo.
Isso permite que o sistema imunológico volte a atacar o câncer.
O estudo, simultaneamente publicado na revista “ Annals of Oncology “, é direcionado para pacientes com câncer retal localmente avançado em dois perfis distintos: aqueles com deficiência no reparo de emparelhamento incorreto de bases (dMMR) e com instabilidade de microssatélites de alto grau (MSI-H).
De acordo com a líder do estudo, Andrea Cercek, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York (EUA), há um interesse crescente na preservação do órgão dentro da oncologia.
Atualmente, o tratamento padrão para esse tipo de tumor é feito com quimioterapia, radioterapia e cirurgia.
A depender do caso, o paciente pode passar por amputação retal, resultando em uma colostomia definitiva, quando o intestino grosso é desviado para uma abertura no abdômen por meio da qual as fezes passam a ser coletadas em uma bolsa plástica.
Segundo Cercek, com o tratamento padrão, as taxas de resposta clínica completa ficam em cerca de 20 a 25%.
Nesse sentido, o dostarlimabe surge como uma opção, com resultados duradouros e sem a necessidade de cirurgia.
O estudo de fase 2 foi realizado com 144 pacientes em 10 países.
Desses, 98 pacientes (68%) alcançaram resposta clínica completa em 12 semanas sem cirurgia.
Em uma análise exploratória, 76% deles não apresentaram evidências de câncer um ano ou mais após o tratamento.
Nenhuma recorrência da doença foi relatada entre os respondedores até o momento, após um acompanhamento mediano de mais de dois anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.