Rádio e TV ainda podem ajudar a definir eleições, avaliam especialistas
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão ainda pode ajudar a definir as eleições deste ano, apesar do espaço cada vez maior ocupado pela internet no consumo de informações.
É o que dizem especialistas em marketing político consultados pela CNN Brasil .
O horário eleitoral começa nesta sexta-feira (28) e vai até 1º de outubro , três dias antes do primeiro turno.
A avaliação é que as fake news diminuíram a credibilidade das redes sociais.
“As fake news se dão nas redes.
Agora deepfakes também vieram para a TV, mas o que gera desconfiança sobre as redes sociais é que justamente a todo momento tem uma fake news, e isso faz com que meios que até então estavam sendo ultrapassados, como o rádio, o jornal, voltem a ser consultados”, avalia o publicitário Nelson Biondi, marqueteiro das campanhas de Geraldo Alckmin à reeleição como governador de São Paulo, em 2014, e de João Doria, também ao governo paulista, em 2018.
Leia Mais: Senadores de Tarcísio terão mais tempo de TV que Haddad em SP TSE publica plano de mídia e não inclui fiscalização sugerida pelo PL Flávio aciona TSE contra Lula por uso do Alvorada em período eleitoral Outro fator apontado é a dificuldade de acesso à internet.
A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual) aponta que entre brasileiros a partir de 18 anos, 15,1 milhões não acessaram a internet em 2025, por motivos que variaram de falta de dinheiro até dificuldade para lidar com tecnologia.
“O perfil desse colégio eleitoral, e que pode decidir uma eleição, é baixa escolaridade e baixa renda. […] Alguns candidatos têm mais likes, maior engajamento, mas não acho que o suficiente para ganhar uma eleição num país do tamanho de um continente, que é o Brasil.
Para isso tem que ter meios que alcancem toda a população”, acrescenta Biondi.
Propaganda eleitoral e inteligência artificial Para Chico Malfitani, marqueteiro de campanhas do PT entre os anos 1980 e 2000, a propaganda em rádio e TV é uma alternativa ao que o especialista define como sendo uma “distopia” provocada pelas redes sociais.
“A cabeça do brasileiro mudou muito.
Às vezes, a pessoa está vendo uma realidade na rua, mas a rede social mostra outra e ela acaba acreditando mais naquela que a telinha do celular está mostrando”, diz Malfitani.
“A inteligência artificial vai ter um papel nefasto nesta eleição, porque é uma simulação da realidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.