Setor florestal pode transformar potencial do mercado de carbono no Brasil
As florestas destinadas à restauração podem reter 9,6 milhões de toneladas de carbono por ano no Brasil, com potencial de gerar até R$ 1,5 bilhão em créditos negociáveis, segundo estimativas da LEK Consulting.
O número dimensiona uma oportunidade que vai além da recuperação de áreas degradadas.
O avanço da regulamentação do mercado de carbono pode abrir uma nova frente de negócios para florestas plantadas, a indústria de madeira e projetos de conservação.
O potencial econômico, porém, não está simplesmente na extensão da cobertura florestal brasileira.
A transformação de carbono armazenado em árvores em um ativo negociável depende de critérios como adicionalidade, mensuração, verificação e permanência.
Em outras palavras, não basta uma floresta existir para que todo o carbono acumulado nela possa ser convertido em crédito.
Para Eric Emiliano, sócio da LEK Consulting, entretanto, é preciso separar os diferentes tipos de ativos florestais antes de dimensionar esse mercado.
Segundo ele, há quatro grandes categorias: florestas plantadas, florestas nativas conservadas, florestas regeneradas e créditos jurisdicionais associados a áreas públicas.
Leia Mais Agro pode gerar R$ 314 milhões em créditos de carbono até 2035, diz estudo Soja certificada pode movimentar até R$ 5,6 bi por ano e ampliar mercados Análise: Brasil deve cobrar o preço certo pelo crédito de carbono A distinção é fundamental porque cada modelo apresenta uma lógica diferente de geração de créditos.
Projetos de regeneração, por exemplo, partem de áreas degradadas e buscam recompor a vegetação nativa.
Já as florestas plantadas estão frequentemente inseridas em cadeias produtivas nas quais a árvore é colhida e replantada em ciclos sucessivos.
O conceito central é o da adicionalidade: para ser creditável, a remoção precisa representar algo adicional ao que já ocorreria sem o incentivo econômico do mercado de carbono.
Uma floresta comercial já existente, portanto, não necessariamente gera créditos apenas porque está armazenando carbono.
“É importante que seja novo, é uma conta de sequestro de carbono que seja nova em relação ao que já existe”, disse à CNN Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.