Espriella entrega “Livro da Verdade” com acusações contra Petro
O presidente colombiano, Abelardo De La Espriella (Movimento de Salvação Nacional, direita), entregou ao Ministério Público o que chamou de “ Livro da Verdade” , relatório com mais de 80 acusações de eventuais irregularidades atribuídas à gestão anterior, de Gustavo Petro (Pacto Histórico, esquerda).
A entrega do documento foi realizada na 3ª feira (18.ago.2026).
“ Minha obrigação como presidente é construir o futuro da Colômbia, mas também é meu dever irrenunciável entregar à Justiça e aos órgãos de controle aqueles fatos que, por sua gravidade, comprometem a responsabilidade de quem esteve à frente da administração dos bens que pertencem ao povo colombiano” , afirmou .
Segundo o vice-presidente José Manuel Restrepo (Movimento de Salvação Nacional, direita), o documento foi produzido por 1.256 voluntários e identifica comportamentos como “padrões de corrupção” do governo de Petro.
“Não aceitamos um dado sem uma verificação independente.
Hoje, o ‘Livro da Verdade’ não descreve fatos isolados em 22 setores críticos, mas enxerga comportamentos que se repetem” , afirmou o vice na abertura da reunião, segundo o jornal colombiano El Tiempo .
Entre os comportamentos listados pelo vice-presidente estão irresponsabilidade fiscal, má execução de recursos e influência de grupos criminosos.
O caso mais grave indicado no relatório teria sido a má gestão e baixa execução dos recursos na Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres do país.
Segundo o texto, apenas 4,3% do orçamento previsto para o governo de Petro teria sido executado, embora tivessem sido destinados 15,3 trilhões de pesos.
Recentemente, o país entrou em situação de emergência após um terremoto que matou mais de 300 pessoas.
O relatório refere-se ainda à existência de uma folha de pagamento paralela no Executivo, com 900 mil contratos de prestação de serviços, que teria gerado um passivo superior a 5 trilhões de pesos para as finanças públicas.
A procuradora Luz Adriana Camargo, que recebeu o documento, afirmou que o conteúdo passará por avaliação técnica e jurídica.
“Seu conteúdo será objeto de avaliação técnica e jurídica, sob os padrões de rigor probatório, objetividade e independência que a Constituição e a lei impõem em nossas atuações” , disse.
Camargo declarou que o procedimento assegurará as garantias dos eventuais envolvidos nos casos de corrupção.
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