Não precisa de bola de cristal: instituto que anteviu reeleição de Lula explica onde as pesquisas de intenção de voto erram
Eleição vai, eleição vem e basta a apuração terminar para que a acurácia das pesquisas de intenção de voto entre em pauta.
Enquanto as sondagens apontavam Flávio Bolsonaro ( PL ) numericamente à frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) reelegeu-se por 51,79% a 48,21%.
A diferença de 3,58 pontos porcentuais extrapola a margem de erro dos principais levantamentos, de cerca de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Se até mesmo astrólogos, tarólogos, videntes e afins mostraram-se quase unânimes em projetar a vitória de Lula — com exceção da Márcia Sensitiva, para informação dos esotéricos —, por que a ciência ainda tem dificuldade para captar as flutuações de humor do eleitorado? Na tentativa de responder a essa questão, conversamos com Paula Orrico, diretora técnica da Futura , uma das únicas pesquisas eleitorais a indicar que Lula passaria à frente de Flávio no segundo turno e seria reeleito. 'Pesquisas não são urnas' No último levantamento da Futura antes das eleições deste domingo (25), realizadas entre os dias 23 e 24 de outubro, a pesquisa espontânea mostrou Lula numericamente à frente, com 46,6% das intenções de voto, contra 46,1% de Flávio Bolsonaro, com uma diferença de 0,5 ponto percentual.
Na comparação com os resultados eleitorais, a Futura registrou uma diferença de 1,9 ponto percentual para cada candidato, ficando dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Apesar da assertividade da Futura, Orrico é contundente sobre o papel dos levantamentos: "As pesquisas não são as urnas.
Elas indicam a intenção de voto naquele dia, naquele momento, com todas as informações que o eleitor tem quando está sendo entrevistado", disse.
Segundo ela, o nível de acerto de um levantamento depende dos eventos extraordinários que ocorrem até o dia da eleição e se o instituto vai conseguir fazer outras pesquisas até a votação.
Para Orrico, esses dois elementos foram ainda mais decisivos nesse segundo turno por conta da volatilidade das eleições, que bagunçaram o termômetro eleitoral .
As dificuldades de uma eleição volátil "Até o primeiro turno, a eleição estava muito amena.
Não tinha grandes acontecimentos, porque as atenções estavam voltadas para a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) .
Mesmo na reta final, a flutuação no voto não foi expressiva", afirmou.
Esse cenário não se manteve no segundo turno.
A diretora técnica da Futura conta que, entre sexta e sábado, Lula registrou um crescimento muito acelerado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.