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Irã chama sanções dos EUA de 'crime contra a humanidade' e pede medidas da ONU: 'Terrorismo de Estado'

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Irã chama sanções dos EUA de 'crime contra a humanidade' e pede medidas da ONU: 'Terrorismo de Estado'

Irã promete reagir às novas sanções econômicas dos EUA O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta sexta-feira (28) que as novas medidas econômicas dos EUA contra o país equivalem a "terrorismo de Estado", são ilegais e repreensíveis. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Filas em postos de combustíveis Na terça-feira (25), com o temor do impacto das sanções anunciadas pelos Estados Unidos, que prometem "asfixiar" economicamente o país, longas filas se formaram nos postos de gasolina de Teerã diante do medo de uma nova disparada dos preços.

Imagens da AFP registraram longas filas de carros em postos de gasolina na capital.

O chefe de gabinete do presidente iraniano, Mohsen Haji-Mirzaei, afirmou que o governo vai rever as cotas de combustível.

"O que é certo é que as cotas serão reduzidas sem alterar o preço, mas quem quiser comprar mais gasolina da cota terá um preço mais alto", disse à TV estatal.

Apesar de o governo iraniano tentar minimizar os efeitos das novas sanções, argumentando que o país convive com restrições econômicas há décadas, nas ruas o clima era de preocupação.

"É lógico que as sanções afetem a vida das pessoas.

Há pessoas sofrendo, tanto as que têm uma boa situação econômica quanto as que têm menos recursos", disse à AFP o corretor de imóveis Mehdi Yazdian, de 55 anos.

Para ele, as restrições já estão surtindo efeito, embora a população iraniana seja "resiliente".

Iranianos fazem filas em postos de combustíveis do Irã em 25 de agosto de 2026 AFP A estudante de arquitetura Taneen, de 23 anos, disse que viveu toda a sua vida em um país sob sanções.

Desta vez, a jovem disse que o pai pediu que todos saíssem para comprar comida imediatamente porque os preços devem subir.

O Irã já enfrentava uma inflação elevada antes mesmo do início da guerra.

A crise econômica foi um dos fatores que impulsionaram uma onda de protestos contra o governo, que atingiu o auge em janeiro.

Segundo organizações de direitos humanos, milhares de pessoas foram mortas na repressão às manifestações.

O governo iraniano atribui a violência a "atos terroristas" instigados pelos Estados Unidos e por Israel.

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