Suprema Corte volta a rejeitar recurso de Trump contra sentença de US$ 5 milhões
17 Ago (Reuters) – A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou pela segunda vez nesta segunda-feira um recurso do presidente norte-americano, Donald Trump, contra a sentença de US$5 milhões a favor de E.
Jean Carroll, depois que um júri o considerou culpado por abuso sexual e difamação contra a ex-colunista de revista.
Os juízes rejeitaram o pedido de Trump para reconsiderar sua decisão anterior, de junho, que negou seu recurso contra o veredicto do júri de 2023, decorrente de alegações de que ele a estuprou na década de 1990 no provador de uma loja de departamentos em Manhattan.
Os advogados de Trump alegam que o julgamento foi injusto.
A decisão da Suprema Corte não foi assinada e não veio acompanhada de nenhuma explicação.
A Suprema Corte raramente atende a pedidos de reconsideração.
Os juízes também estão avaliando o recurso do presidente republicano contra um veredicto separado do júri no valor de US$83,3 milhões por difamação contra Carroll em 2019, durante seu primeiro mandato como presidente, quando ele negou as alegações e afirmou que ela mentiu sobre as acusações. Os advogados de Trump nesse recurso argumentam que a imunidade presidencial o protege das alegações de Carroll e que os tribunais de instâncias inferiores decidiram erroneamente que ele havia perdido o direito a essa defesa.
Leia também Trump afirma que Irã deveria se render e ameaça bombardear Omã Um acordo provisório firmado em junho declarava o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, mas rapidamente se desfez Trump vem travando uma batalha contra Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019, no qual alegava que Trump a havia estuprado por volta de 1996 em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan.
Trump negou as alegações de Carroll e afirmou que ela mentiu tanto em 2019 quanto novamente em 2022, enquanto ele já não estava no cargo.
O caso que resultou no veredicto de US$5 milhões dizia respeito às declarações de Trump em 2022, quando ele chamou a alegação de Carroll de “farsa” e “golpe” em uma postagem nas redes sociais.
Os jurados desse caso decidiram, em 2023, que Trump havia abusado sexualmente de Carroll e a difamado, mas não consideraram que Trump a tivesse estuprado, como ela havia alegado.
Após a Suprema Corte ter negado, em junho, o recurso de Trump no caso, Carroll recebeu quase US$5,63 milhões de Trump.
O pagamento representou o veredicto civil original de US$5 milhões, mais juros.
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