Clima e tensões globais impulsionam soja e milho, enquanto carne bovina perde fôlego; confira
O BB Investimentos analisou o desempenho do agronegócio em julho e traçou as perspectivas para os resultados consolidados de agosto.
Segundo o relatório, os riscos climáticos seguem sustentando as cotações dos grãos.
Já a carne bovina registrou queda nos volumes exportados e nos preços médios, enquanto a produção de frango ficou próxima do recorde histórico, mas acompanhada de recuo nas cotações.
Para os analistas, as temperaturas elevadas e a irregularidade das chuvas nos Estados Unidos, somadas ao aumento das tensões geopolíticas ao longo de julho, foram os principais fatores de suporte para os preços dos grãos.
O banco destaca ainda os impactos sobre os mercados de energia e o comércio internacional de commodities agrícolas, além das incertezas relacionadas à oferta e aos custos dos fertilizantes.
Soja ganha força com demanda chinesa A soja registrou preço médio de US$ 11,95 por bushel em julho.
De acordo com o BB Investimentos, a commodity foi favorecida por sinais de aumento da demanda da China e pela valorização do petróleo e do óleo de soja.
No início de agosto, 63% das lavouras de soja dos Estados Unidos eram classificadas como boas ou excelentes, seis pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período de 2025.
Para os analistas, o dado reforça as dúvidas em relação ao potencial produtivo da safra americana.
No Brasil, a valorização do real pressionou os preços recebidos pelos exportadores.
Por outro lado, a melhora dos prêmios de exportação ajudou a compensar parte desse efeito.
Milho avança em Chicago O milho teve cotação média de US$ 4,44 por bushel em julho, sustentada também pelas tensões geopolíticas na região do Mar Negro.
As condições das lavouras norte-americanas chamaram atenção: 61% estavam classificadas como boas ou excelentes no início de agosto, percentual 12 pontos abaixo do registrado um ano antes.
No mercado brasileiro, entretanto, o avanço da colheita da segunda safra aumentou a oferta do cereal e limitou o repasse da valorização observada no exterior.
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