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Magalu (MGLU3) dispara 32% em setembro: o que explica a alta e o que vem pela frente?

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Magalu (MGLU3) dispara 32% em setembro: o que explica a alta e o que vem pela frente?

Depois de passar boa parte de 2026 entre as maiores quedas da Bolsa, o Magazine Luiza ( MGLU3 ) virou o jogo em setembro e aparece entre os destaques positivos do Ibovespa no mês.

Em setembro, é a maior alta do índice, com ganhos de 32,47%, mas ainda caindo cerca de 30% no ano.

A forte recuperação das ações reacendeu uma pergunta entre investidores: o pior já ficou para trás ou a alta ainda é apenas um alívio temporário? Na avaliação de especialistas ouvidos pelo mercado, há razões concretas para a melhora recente do papel, mas também riscos importantes que impedem uma conclusão definitiva sobre uma virada estrutural da companhia.

O principal gatilho para a alta foi o anúncio de um acordo comercial no início de setembro para ampliar a distribuição dos produtos próprios do Magazine Luiza dentro do ecossistema do Mercado Livre ( MELI34 ).

A parceria foi bem recebida porque aumenta o potencial de vendas digitais da companhia sem exigir o mesmo investimento em aquisição de clientes que seria necessário por meio dos canais próprios.

Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset, o movimento é particularmente relevante porque o comércio eletrônico vinha sendo justamente o principal ponto de preocupação nos resultados recentes da varejista.

Leia também ASA, de Alberto Safra, vê chance maior de vitória da oposição e eleva risco Comitê ampliou limites para fundos investirem em bolsa e em papéis prefixados, citando preços atrativos e possibilidade crescente de mudança econômica No segundo trimestre, as vendas online recuaram cerca de 12%, enquanto as lojas físicas apresentaram crescimento de 10,3%, evidenciando uma perda de tração do canal digital.

Para o executivo, a integração com a plataforma do Mercado Livre abre caminho para ampliar alcance e visibilidade sem pressionar excessivamente os custos da operação.

Queda da Selic volta a ajudar a tese Além da questão operacional, a empresa passou a se beneficiar também do ambiente macroeconômico.

Isso porque o Magazine Luiza está entre as companhias mais sensíveis à trajetória dos juros.

A redução da Selic para 13,75% , no quinto corte consecutivo promovido pelo Banco Central, trouxe de volta ao radar dos investidores empresas ligadas ao consumo e ao crédito.

Como grande parte das vendas da companhia envolve bens duráveis financiados, a expectativa de juros menores tende a melhorar gradualmente tanto a demanda quanto o custo financeiro da operação.

Para Assis, esse movimento ajuda a explicar parte da recuperação recente dos papéis.

“Dinheiro mais barato melhora simultaneamente o consumo, o crédito e o custo de capital da empresa”, resume.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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