Lula promete governar com Congresso que não escolheu e volta a falar que Brasil não aceita ser quintal de ninguém
No discurso da vitória pela conquista do quarto mandato presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu, neste domingo (25), que terá de governar com um Congresso Nacional que não escolheu e repetiu o discurso feito na Organização das Nações Unidas (ONU) que o País não aceitará ser quintal de ninguém.
Recados à vitória da direita e a extrema-dirante nas eleições legislativas, há 20 dias, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , aliado do adversário derrotado Flávio Bolsonaro (PL), Lula iniciou a fala com agradecimentos aos brasileiro que foram votar e que foram responsáveis pela menor taxa de abstenções, 19,22%, e nulos e brancos, 3,24% nas eleições presidenciais.
“Tenho que agradecer aos que coordenaram a campanha, ao povo brasileiro e à generosidade da juventude brasileira que foram para as ruas e às pessoas idosas.
Conseguimos convencê-las que o voto é importante para a democracia”, disse.
Em seguida, Lula atacou a “intromissão que veio de fora para dentro” por meio de plataformas digitais e prometeu regulá-las.
“O crime do mundo digital tem de ser tratado como o crime da vida real”.
Segundo ele, a eleição brasileira “foi derrota do negacionismo e da mentira.
Nunca pensei em me deparar com representante do milicianismo desse País, que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez como se não tivesse uma célula de humanismo”, afirmou, sem citar o nome do adversário.
Principal estrela na virada do segundo turno, o deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que criou o “Exército do Lula” com quase 11 milhões de seguidores no WhatsApp, ganhou minutos de elogio de Lula no discurso.
“Janones, nosso general, teve papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente a moral dessa nossa tropa”, afirmou o presidente reeleito que admitiu as falhas na comunicação digital que sempre foi o trunfo do bolsonarismo.
“Vamos mudar o jeito de governar esse país.
Vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões e a comunicação digital vai ganhar espaço no nosso governo”.
Lula afirmou ainda que terá de governar para 215 milhões de brasileiros, mesmo com o país dividido, e para todas as idades, classes e religiões.
“Fui eleito para governar para todos.
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