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Economia

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

Seu Dinheiro ·

O Japão é um dos países que fica mais longe do Brasil no globo, mas a decisão tomada pelo banco central (BoJ) nesta sexta-feira (18) prova que, em finanças, não existe distância que baste: o aumento de juros por lá aciona um gatilho que mexe com o seu bolso por aqui.

Você provavelmente estava dormindo quando o BoJ elevou a taxa básica de 1% para 1,25% ao ano — o maior patamar em 31 anos, um movimento que não deve parar por aí.

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, alertou que há o risco de a inflação no país ultrapassar a meta de 2% e que novas altas de juros não estão descartadas.

Antes de pensar no futuro, o Seu Dinheiro conversou com especialistas e explica por que o efeito dominó da decisão de subir os juros hoje passa pelos Treasurys , pelo dólar e chega aos mercados emergentes , Brasil incluído.

O que o Banco do Japão decidiu Pela segunda vez em três meses, o Banco do Japão subiu os juros — desta vez em 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para 1,25% ao ano.

O que chama atenção, no entanto, é que a decisão não foi unânime: o placar foi de 7 a 2, com os conselheiros Toichiro Asada e Ayano Sato defendendo que a taxa ficasse estável.

O argumento da dupla é que a inflação japonesa — em 1,7% em agosto, abaixo dos 1,8% de julho — ainda está distante da meta de 2%, o que sugeriria uma economia menos aquecida do que o necessário para justificar novo aperto.

Ainda assim, a EFG International projeta novas altas de juros a cada cerca de três meses, à medida que a inflação se aproxima da meta, com uma taxa terminal entre 1,75% e 2% esperada para 2027.

Já a Moody's Analytics prevê outro aumento da taxa no início do próximo ano, mas pondera que a inflação fraca e o crescimento decepcionante dos salários reais devem limitar o ritmo dos próximos movimentos.

Leia também: O trade mais manjado e lucrativo da década está mudando de endereço — e o investidor brasileiro leva vantagem sem fazer esforço Febre no câmbio faz EUA e Japão se unirem para salvar o iene da pior marca em 40 anos — e isso mexe direto com você A reação do mercado Normalmente, quando um banco central sobe juros, a moeda local se fortalece, os yields (rendimentos) dos títulos sobem e as bolsas caem — investidores preferem papéis mais rentáveis a ações.

No Japão, no entanto, aconteceu o oposto hoje: o iene enfraqueceu, passando a 157 por dólar — a mínima em duas semanas —, os yields dos títulos do governo recuaram e o índice Nikkei 225 subiu 1,5%.

A explicação, segundo especialistas, está no tom da decisão, já que dois conselheiros votaram contra a alta dos juros, indicando que o BoJ não deve adotar uma postura agressiva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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