Hall da Fama do COB, Edinanci Silva ganha biografia que celebra seus 50 anos e estreia olímpica
Edinanci Silva discursa após cerimônia de entrada no Hall da Fama do COB A lendária judoca paraibana Edinanci Silva, recém-eternizada no Hall da Fama do COB, terá sua história de pioneirismo e superação contada em livro.
A biografia "Edinanci Silva: Mulher Forte, Sim Senhor", escrita pela jornalista Helena Rebello, será lançada neste mês de agosto com eventos em São Paulo (dia 21) e no Rio de Janeiro (dia 26).
A obra celebra os 50 anos de vida da ex-atleta e as três décadas de sua histórica estreia em Jogos Olímpicos.
Edinanci Silva com o ouro no judô dos Pan do Rio 2007 NILTON FUKUDA / ESTADÃO CONTEÚDO Natural de Sousa, no Sertão da Paraíba, Edinanci começou no judô aos 15 anos por recomendação médica.
A partir daí, construiu uma carreira vitoriosa, mas também marcada por episódios de preconceito e forte exposição pública devido à sua condição intersexo.
O livro acompanha essa jornada desde a infância humilde até o estrelato no esporte, sem se limitar às conquistas no quimono.
A obra propõe debates profundos sobre gênero, direitos humanos, inclusão e a cobertura sensacionalista que a judoca enfrentou por parte da imprensa e do público na época.
Edinanci Silva na adolescência Arquivo Pessoal O interesse de Helena Rebello pela história da atleta surgiu em 2008, quando acompanhou as últimas temporadas de Edinanci na seleção brasileira.
Após anos de tentativas de entrevista, a aproximação definitiva ocorreu quando a jornalista passou a trabalhar no Comitê Olímpico do Brasil (COB). — Comecei a me interessar pela Edinanci como personagem e objeto de pesquisa em 2008.
Ela estava encerrando a carreira na seleção, e eu via muitas abordagens, inclusive um mea-culpa da imprensa, sobre o sensacionalismo com que ela havia sido tratada nos anos 2000 — relembra Helena.
Edinanci Silva e Helena Rabello Arquivo Pessoal Primeira brasileira a disputar quatro Olimpíadas (Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008), Edinanci teve como melhor resultado o quinto lugar.
No currículo, a paraibana ostenta ainda o bicampeonato pan-americano (Santo Domingo 2003 e Rio 2007) e dois bronzes em Mundiais (Paris 1997 e Osaka 2003).
Em 2021, ela foi condecorada com a Ordem do Mérito do judô nacional.
Em 2025, a ex-atleta foi oficialmente eternizada no Hall da Fama do COB, honraria que encerra as páginas da biografia.
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