Ibovespa perde força e passa à estabilidade em meio a alta dos juros nos EUA
Em dia de perdas nas bolsas de Nova York, nesta terça-feira (18), o principal índice de ações brasileiras, o Ibovespa, opera estável.
O avanço dos juros dos títulos públicos americanos aumenta a pressão sobre os ativos globais e, ao lado da escalada do preço do petróleo, cria um clima de aversão a risco entre os negociantes.
As altas do petróleo e do minério de ferro impulsionaram ganhos nas ações da Petrobras (PETR3, PETR4) e da Vale (VALE3), que sustentaram o índice no campo positivo pela manhã.
Mas, no início da tarde, o Ibovespa perdeu força.
A maioria das ações que compõem o índice passou a operar em queda.
As ações ordinárias da Hapvida (HAPV3) registram a maior alta da sessão após acumular a maior perda no mês de agosto, de quase 40%.
Do outro lado, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) têm forte recuo, em movimento de correção em seguida à forte alta vista ontem, quando a divulgação da recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) deu impulso à concorrente.
O Ibovespa, o principal índice de ações brasileiras, caía 0,12%, aos 166.587 pontos, às 13h52.
Em Nova York, o Dow Jones caía 0,14%, o S&P perdia 0,48% e o Nasdaq recuava 0,99%.
O dólar operava em alta de 0,16%, a R$ 5,209.
O petróleo tipo Brent subia 1,07%, a US$ 89,91 barril, no contrato futuro com vencimento em novembro.
O ouro caía 1,18%, a US$ 4.420,90 a onça-troy, no contrato futuro com vencimento em dezembro.
Alta dos juros de longo prazo no mundo Há muitas incertezas sobre o que esperar do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima reunião, em setembro.
Agora, porém, as atenções de voltam para outra taxa de juros: a dos títulos com vencimento de 10 anos ou mais.
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