Acervo da Câmara Municipal de Salvador passa por restauro e ganha vida digital
Memória viva da cidade, o acervo documental da Câmara Municipal de Salvador (CMS) – que revela como a capital se construiu em suas leis, debates e decisões – está ganhando vida digital.
Mais de 15 milhões de páginas passam por tratamento, restauro e digitalização, conduzidos pela empresa especializada QualyCopy, revelando a evolução da educação, da saúde, do desenvolvimento urbano e de inúmeros outros aspectos de Salvador.Ao se encontrar com a tecnologia, essa memória rompe barreiras físicas e se abre ao mundo, reafirmando a importância de preservar a história para transformar.A catalogação, tratamento e digitalização do acervo foi idealizada por Fernanda Linhares, coordenadora do Arquivo Geral da CMS, assim que ela entrou como arquivista na Câmara, em novembro de 2012."Fiz um mapeamento das necessidades do arquivo e a partir daí comecei a apresentar a proposta de requalificação a cada gestor que chegava, pois o arquivo é a memória da instituição e precisa de autonomia.
Só consegui isso dez anos depois, em 2022 e já tinha o projeto completo: implantação, construção de um espaço adequado e gestão de documentos, incluindo triagem, organização, restauração, digitalização e disponibilização ao público", conta.Os arquivos em tratamento datam de 1948 até os dias atuais e somam mais de 15 milhões de páginas – além dos acervos setoriais da Câmara que ainda vão ser mapeados.
São leis, atas, decretos e variados documentos que registram o desenvolvimento da cidade, sobretudo no aspecto legislativo.Com esses arquivos é possível acompanhar as mudanças urbanas da capital e compreender a sequência de decisões que levaram à criação, manutenção ou substituição destas leis.
O trabalho de análise, restauro e digitalização possibilitará que o acervo físico seja preservado, catalogado e disponibilizado online, permitindo que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, tenha acesso à memória legislativa de Salvador.
Foto: Shirley Stolze/Ag.
A TARDE Momentos históricos"Foram dez anos insistindo, sonhando e me preparando para quando a oportunidade chegasse.
Hoje me sinto realizada profissionalmente.
Posso até destacar alguns documentos, como o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, que levou quase uma década, mas garantiu a Salvador, uma das cidades mais negras do país, um estatuto próprio; o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, que mostra a evolução da cidade, ou ainda a lei que institui o Dia do Samba, valorizando nossa cultura, mas a verdade é que todo o acervo é muito importante, pois são documentos que definem a nossa vida cotidiana", reflete Fernanda.O projeto feito por Fernanda possui por volta de 100 páginas e quando ele estava prestes a sair do papel, veio a pandemia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.