Impressão 3D de alimentos: o que é e como funciona
Entre sonho de consumo de um chef em busca de uma ferramenta capaz de materializar formas, texturas e combinações de sua arte — e expectativa de quem quer mais praticidade na cozinha —, a impressora 3D de alimentos está bem mais perto do primeiro.
Na prática, ela é um robô industrial computadorizado que constrói pratos camada por camada, a partir de pastas ou líquidos comestíveis.
Chamada de fabricação aditiva, a tecnologia utiliza o mesmo princípio da impressão 3D já usada para criar peças de plástico, partes metálicas e até estruturas na construção civil .
O mercado global da impressão 3D de alimentos foi avaliado em US$ 437 milhões em 2024, com projeção de chegar a US$ 7,1 bilhões até 2034, segundo levantamento citado por pesquisadores da Universidade de Joanesburgo.
A partir da década de 2010, grandes empresas já usam impressoras 3D de alimento na prática, como a NASA e a Barilla .
Apesar dos avanços, a tecnologia ainda enfrenta obstáculos: o custo elevado dos equipamentos, a limitação de ingredientes compatíveis e até mesmo uma resistência natural por parte dos consumidores a alimentos novos ou desconhecidos (ou food neophobia ).
Confira a seguir como funciona a impressão 3D de alimentos, onde ela já é aplicada, quais são suas vantagens e riscos, e o que esperar do setor nos próximos anos — inclusive no Brasil.
O que é e como funciona a impressão 3D de alimentos? Em geral, as impressoras 3D de alimentos comerciais e domésticas têm um tamanho muito parecido com o de uma impressora de papel de escritório ou um micro-ondas de bancada, embora costumem ser mais altas para acomodar o crescimento vertical do prato.
Logicamente, as de uso industrial são mais avantajadas.
O processo começa quando o cozinheiro ou o usuário desenha a forma desejada em um software 3D (ou escolhe uma receita digital pronta).
Em seguida, os alimentos passam por um pré-processamento para se transformarem em uma pasta fluida, como purê de batatas ou massas de queijo.
Enquanto as impressoras 3D tradicionais usam plástico ou resina como matéria-prima, as de alimentos trabalham com “tintas alimentares”: purês, massas, cremes ou líquidos armazenados em cartuchos ou seringas dentro do próprio equipamento .
A manufatura aditiva, nesse caso, ocorre por extrusão: o alimento é empurrado por um bico estreito e depositado ponto a ponto sobre a base — como um confeiteiro decorando um bolo, só que de baixo para cima — até formar estruturas que podem reproduzir alimentos reais ou assumir formas de difícil produção por métodos convencionais.
Quais tipos de impressora de comida existem? As impressoras 3D de alimentos variam conforme o tipo de preparo .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.