Banco do Brasil (BBAS3) cansou de esperar o agro reagir? Diretor abre estratégia para deixar a crise para trás
Enquanto a inadimplência rural ainda pesa no balanço, banco aposta em novas frentes de crédito e reforça a cobrança para recuperar ativos
“ Estamos enfrentando um momento talvez histórico na geração de resultado do Banco do Brasil ”, afirma Geovanne Tobias , vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB.
Quase 30 anos depois, o banco voltou a se deparar com um problema que remete a uma das crises mais difíceis de sua história: a forte deterioração do crédito ligado ao agronegócio .
A comparação foi feita pelo próprio executivo ao comentar o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) e ajuda a dimensionar o desafio que ainda está sobre a mesa.
A diferença é que, desta vez, o BB não pretende simplesmente esperar a maré baixar para voltar a acelerar.
Enquanto absorve os efeitos da inadimplência no agro, a instituição tenta redesenhar a carteira, ampliar negócios menos dependentes do crédito rural e preservar capital para chegar ao outro lado do ciclo em melhores condições.
É nesse cenário que entra o “W” usado pela administração para descrever a recuperação dos resultados. A ideia é que, depois de uma primeira melhora, novas pressões sobre o crédito provoquem uma segunda perna de queda antes de uma retomada mais consistente.
“Quando a gente viu o resultado do primeiro trimestre, opa! [A recuperação] deve ser em W, não mais em U ou V”, relembrou Tobias. Na avaliação do executivo, os primeiros sinais dessa recuperação já começaram a aparecer.
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