Menos palanque, mais soluções para os problemas urgentes de Campo Grande
Encerrada a disputa eleitoral, os problemas da cidade precisam voltar ao centro da agenda política.
Em Campo Grande, basta sair de casa para perceber a urgência.
Buracos comprometem ruas e avenidas, impõem prejuízos aos motoristas, ameaçam motociclistas e tornam mais difícil uma rotina que já custa caro ao cidadão.
A deterioração do asfalto é a face mais visível de uma administração pressionada pela escassez de recursos e pela dificuldade de cumprir compromissos.
Mas a falta de dinheiro, embora limite a capacidade de investimento, também aumenta a obrigação de aplicar bem cada real disponível.
Quando o caixa aperta, desperdício e serviço malfeito se tornam ainda mais inaceitáveis.
A mobilização dos vereadores para investigar os serviços de tapa-buracos representa uma oportunidade de esclarecer por que a manutenção das ruas não entrega o resultado esperado.
O pedido da CPI ganhou amplo apoio na Câmara, mas, conforme as informações divulgadas em 22 de outubro, ainda dependia de análise jurídica e da definição dos integrantes.
O compromisso precisa sobreviver à disputa pelas cadeiras da comissão.
A população espera uma investigação séria, capaz de examinar contratos, preços, medições, pagamentos e a qualidade do trabalho das empreiteiras.
É necessário confrontar aquilo que foi contratado com o que efetivamente chegou às ruas.
Se houver irregularidades, elas devem ser demonstradas e encaminhadas aos órgãos competentes.
Se o problema estiver no planejamento, na fiscalização ou na escolha das soluções técnicas, essas falhas também precisam aparecer.
O relatório deve indicar responsabilidades e medidas para impedir que o dinheiro público continue financiando reparos de pouca duração.
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