Dez lições sobre CBS/IBS a partir da expressão ‘perdeu, playboy’
A recente entrevista concedida por Eurico Santi a um jornal tradicional de grande circulação nacional, provocou dezenas de comentários — céticos, irônicos, indignados e, em sua maioria, inteligentes.
Aproveitamos o fluxo de objeções para esclarecer o funcionamento do Sistema CBS / IBS .
Com o rigor devido, este texto adota a perspectiva do “espectador imparcial” de Adam Smith ( A Teoria dos Sentimentos Morais , 1759): a projeção de um observador imaginário — o “homem dentro do peito”, árbitro interior da conduta — que examina as motivações e ações do próprio autor com a mesma severidade aplicada aos demais.
É esse espectador, e não o entrevistado, quem fala nas linhas que seguem sobre “o Eurico”.
Conheça o JOTA PRO Tributos, plataforma de monitoramento tributário para empresas e escritórios com decisões e movimentações do Carf, STJ e STF O espectador começa pela autocrítica devida.
A expressão “perdeu, playboy”, dita por Eurico em tom de brincadeira sobre o fim do planejamento tributário agressivo das grandes corporações, soou como deboche para quem enfrenta diariamente a burocracia para produzir e empregar.
1.
“Qual o cargo dele para ser autor da reforma?” Nenhum.
Eurico não ocupa, nem nunca ocupou, cargo político ou governamental.
É cidadão brasileiro, professor da FGV Direito SP e coordenador do Núcleo de Estudos Fiscais (NEF).
Em 2015, com Bernard Appy , Isaias Coelho e Nelson Machado, fundou o Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), think tank independente que desenhou as bases técnicas da PEC 45/2019 .
O texto final é fruto de anos de audiências públicas e deliberação democrática do Congresso .
A reforma não tem dono: nasceu na sociedade civil.
2.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.