Depois do Pix, o comércio agêntico é a nova revolução para consumidores e empresas
O Pix levou poucos anos para mudar a forma como o brasileiro paga suas compras e virou mania nacional.
Agora, uma transformação com potencial ainda maior começa a ganhar força e pode se transformar na nova fronteira para consumidores e comerciantes não só no Brasil, mas no mundo.
Isso porque a era das pesquisas e comparações de preços em sistemas de buscas simples, que levam às lojas para conclusão das transações pode estar com os dias contados, uma vez que parte desse caminho poderá ser delegada a agentes de inteligência artificial capazes de tomar decisões e até realizar compras em seu nome.
Essa é uma das principais tendências apontadas pelo Global Payments Report 2026.
“O chamado ‘comércio agêntico’ representa a próxima transformação do comércio que, no Brasil, ganhou velocidade extraordinária com a disseminação do Pix”, afirma o gerente-geral de Enterprise da Global Payments na América Latina, Juan Pablo D’Antiochia, em entrevista exclusiva ao InfoMoney .
Leia Mais : Boleto parcelado e Pix no crédito: empresas estão financiando os próprios clientes Segundo o executivo da consultoria de meios de pagamentos, o comércio não venderá mais para uma pessoa, mas sim para uma Inteligência Artificial que aquela pessoa usou para fazer a pesquisa de um produto ou serviço.
“Isso vai mudar o paradigma de como trabalhar nesse mercado de uma forma drástica”, disse D’Antiochia.
Antes de chegar a esse futuro, porém, o mercado brasileiro já atravessa uma mudança profunda.
O relatório, que acompanha os meios de pagamento em 42 mercados, mostra que o Pix respondeu por 42% do valor movimentado pelo comércio eletrônico brasileiro em 2025 e por 34% nos pontos de venda físicos.
Até 2030, os pagamentos conta a conta (A2A), categoria na qual o Pix se encaixa, deverão alcançar respectivamente 44% e 46%.
Fonte: Global Payments Report 2026 Mudança de comportamento Os números ajudam a mostrar que a transformação não se resume à substituição de dinheiro por outros meios.
O aumento das opções de comparações e formas de pagamento está transferindo mais poder para o consumidor, que passou a determinar não apenas o que pretende comprar, mas como, quando e em quais condições quer pagar.
“Essa transformação, com essa possibilidade de escolha, mudou esse balanço de forças entre quem vende e quem compra”, diz D’Antiochia.
Apesar do crescimento acelerado do Pix, o cartão está longe de desaparecer.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.