JOMI 26 reforçam ligação entre Hospital e Cuidados de Saúde Primários
Com um programa dedicado a temas atuais e transversais da prática clínica, as Jornadas pretendem promover a atualização científica, mas também criar um espaço de encontro entre profissionais dos diferentes níveis de cuidados.O programa inclui vários temas com interesse direto para os cuidados de saúde primários, desde o risco cardiovascular e a hipertensão arterial às doenças autoimunes, obesidade e abordagem do idoso frágil e complexo.
Atualização em áreas centrais da prática clínica O risco cardiovascular estará em discussão numa mesa-redonda dedicada às estratégias de avaliação e gestão dos doentes, incluindo as mais recentes abordagens à hipertensão, diabetes e dislipidemia.
Para António Martins Baptista, a atualização nesta área mantém-se essencial, perante a evolução contínua das recomendações e das opções terapêuticas.
“Continua a haver alterações importantes na abordagem das várias doenças que implicam o risco cardiovascular.
É importante manter os médicos atualizados naquilo que é a melhor prática neste momento.”, afirma o médico internista.
As doenças autoimunes estarão também em destaque, nomeadamente através do curso pré-congresso dedicado às “red flags”.
A formação pretende contribuir para o reconhecimento de sinais de alerta e para uma referenciação mais adequada e atempada dos doentes, uma área particularmente relevante para quem acompanha os primeiros sinais da doença nos cuidados de saúde primários.
A obesidade será outro dos temas transversais às duas áreas de cuidados, com uma conferência dedicada às novas perspetivas terapêuticas e ao que se pode esperar do tratamento para além da perda de peso.
“A obesidade é outro tema que passa de um lado para o outro.” O idoso frágil como desafio comum Entre os momentos de maior aproximação entre Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar está a mesa-redonda dedicada ao idoso frágil e complexo, com enfoque na continuidade de cuidados entre o hospital e a comunidade.
A sessão será moderada pelo Diretor do Serviço de Medicina Interna e pela Diretora Clínica para a Área de Cuidados de Saúde Primários da ULS de Santa Maria, Rita Boffa Molinar.
“Este é um campo em que tanto a Medicina Geral e Familiar como a Medicina Interna se dedicam, porque são esses doentes que andam normalmente na plataforma do doente crónico, de um lado para o outro.” A resposta ao envelhecimento e à complexidade clínica exige, segundo o especialista, uma maior articulação entre os diferentes níveis de cuidados.
Na perspetiva de António Martins Baptista: “ Já conseguimos ter uma esperança média de vida alinhada com o primeiro mundo, mas ainda não temos uma qualidade de vida nos últimos anos alinhada com o primeiro mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornalmedico.pt — o conteúdo pertence a Jornal Médico.