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Diplomata da Guiana supera costa-riquenha Grynspan em segunda votação para líder da ONU

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Diplomata da Guiana supera costa-riquenha Grynspan em segunda votação para líder da ONU

A diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett ultrapassou hoje a costa-riquenha Rebeca Grynspan na segunda votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os candidatos a secretário-geral da organização, segundo fontes diplomáticas.

Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU e a mais jovem dos oito candidatos em competição, foi quem recebeu mais apoio, com oito votos a favor, três contra e quatro "sem opinião" dos 15 membros do Conselho de Segurança.

Por sua vez, Grynspan, a favorita na votação anterior e atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu sete votos favoráveis, quatro contra e quatro "sem opinião", numa votação à porta fechada.

Este resultado representa uma perda de apoio para ambas as candidatas, em comparação com a primeira votação, realizada no final de julho.

Tradicionalmente, as candidaturas dos favoritos perdem força na segunda e terceira votações informais.

A segunda votação também foi pior para o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que recebeu o apoio de sete membros do Conselho, mas viu os votos contrários subirem de dois para seis face à primeira ronda.

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet também recebeu seis votos contra, e o ex-presidente senegalês Macky Sall e o diplomata ugandês Olara Otonnu receberam cinco cada, segundo a agência espanhola EFE.

Nesse tipo de votação, os membros do Conselho recebem um boletim em branco no qual podem optar por votar a favor, contra ou "sem opinião".

Após a conclusão deste formato de votação, o Conselho de Segurança vai realizar outro, no qual os cinco membros com poder de veto votarão numa cédula vermelha e os outros dez numa cédula branca.

Os resultados não são divulgados oficialmente, mas têm acabado por ser divulgados por fontes diplomáticas à imprensa.

No entanto, não é conhecido voto de cada membro, o que mantém em segredo a opinião dos cinco Estados com poder de veto: França, China, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido.

Entretanto, a equatoriana María Fernanda Espinosa permanece entre as possíveis candidatas a suceder António Guterres, com quatro votos a favor, três contra e oito sem opinião.

A também equatoriana Ivonne Baki, cuja candidatura foi oficialmente anunciada esta semana e mantém há anos uma relação próxima com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não recebeu qualquer voto a favor, obtendo oito votos contra e sete respostas de "sem opinião".

Oito candidatos disputam a vaga para suceder António Guterres, que deixará o cargo no final do ano, após dois mandatos de cinco anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.

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