Ibovespa tem dia volátil, mas fecha estável, em meio à alta da Petrobras (PETR4) e queda dos bancos
O principal índice de ações brasileiras, o Ibovespa, teve em um dia volátil, em meio a um movimento global de realização de lucros, após os ganhos registrados no pregão de ontem.
O apetite pelo risco foi reduzido com a elevação dos rendimentos dos títulos públicos americanos, mas a alta do preço do petróleo, mais uma vez, impulsionou as ações das companhias petrolíferas.
No lado oposto, o setor financeiro puxou o índice para baixo.
O Ibovespa fechou no zero a zero, aos 167.927 pontos.
Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,3%, o S&P 500 perdeu 0,9% e o Nasdaq teve queda de 1%.
O dólar subiu 0,3% frente ao real, a R$ 5,19.
O petróleo tipo Brent, referência global, saltou 2,4%, acima dos US$ 93 o barril.
O ouro ganhou 0,6%, superando o patamar dos US$ 4.500, a onça-troy.
A cotação do petróleo avançou pela quinta sessão seguida, o que aumenta a cautela dos investidores no mundo todo em relação aos impactos na inflação.
Na bolsa brasileira, no entanto, impulsionou as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), com valorização de mais de 2%.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma "guerra econômica" contra o Irã e sanções financeiras para seus apoiadores.
As medidas novas ampliam o isolamento do país, aumentam os riscos do conflito escalar e da oferta de petróleo ser interrompida.
Além disso, os juros americanos apagam parte da queda vista ontem, após o Tesouro dos Estados Unidos divulgar que vai dobrar o programa de recompras, na qual o governo aumenta a liquidez do mercado para evitar distorções para cima nas taxas por falta de compradores.
A pressão sobre o rendimento dos títulos de vencimento longo do Tesouro americano continuam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.