Petróleo de um lado, juros dos EUA do outro: quem vai vencer na bolsa brasileira?
O alívio nos juros americanos durou pouco.
Um dia depois de o Tesouro dos Estados Unidos surpreender o mercado com uma ampliação das recompras de títulos de longo prazo, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir nesta quinta-feira (20).
A reversão voltou a pressionar as bolsas de Nova York e chegou ao Brasil pela porta dos juros e do câmbio.
O Ibovespa, que chegou a subir mais de 1% durante a manhã, devolveu todo o ganho ao longo da sessão.
O petróleo até trouxe uma notícia positiva para uma das maiores empresas da bolsa.
A commodity disparou para perto de US$ 94 por barril depois que Donald Trump endureceu novamente o tom contra o Irã, dando impulso às ações da Petrobras.
A alta ajudou a amortecer a pressão externa, mas não foi suficiente para mudar o humor do índice, que passou a operar entre duas forças.
De um lado, os juros americanos voltaram a pressionar os ativos de risco.
Do outro, o petróleo em alta deu sustentação às ações ligadas às commodities.
E, pelo comportamento do índice, a força negativa dos juros americanos pesou mais.
O Ibovespa fechou praticamente estável, aos 167.927 pontos.
Na semana, sobe 0,6%, mas recua 5,7% no mês.
No ano, avança 4,2%.
O movimento desta quinta-feira ganhou força depois de uma declaração do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
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