Especialistas da ONU veem restrições da Meta em eleições no Brasil
Especialistas independentes da ONU pediram nesta 4ª feira (21.out.2026) que a Meta avalie se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional um dos lados da disputa presidencial.
Também cobraram da empresa explicações e reparação a quem foi afetado.
O comunicado não cita candidatos nominalmente.
Fala em “um dos candidatos” e em “um dos lados” da corrida.
O 2º turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está marcado para 25 de outubro.
Leia a íntegra da manifestação (PDF – 256 KB).
A manifestação veio diante de uma série de acusações do PT contra a Meta.
A campanha de Lula diz que a empresa tenta interferir a favor de Flávio.
Entre os relatos, o perfil de Lula ficou impedido de impulsionar conteúdos no feed do Instagram entre 9 e a manhã de 10 de outubro.
O texto afirma que relatos de restrição à expressão política legítima nas plataformas da Meta preocupam.
Os especialistas citam liberdade de expressão, associação, participação política e igualdade de tratamento entre posições políticas.
Observadores internacionais, segundo o comunicado, relataram: interrupções temporárias da conta de campanha de um candidato; diferenças de engajamento, alcance e contagem de visualizações; restrições a publicações da campanha no Instagram; diferenças entre os principais partidos na geração de imagens por IA, nas buscas de canais do WhatsApp e nos Stories.
Assinam o texto os relatores especiais Leopoldo Maldonado Gutiérrez (liberdade de expressão), Margaret Satterthwaite (independência de juízes e advogados), Gina Romero (reunião pacífica e associação) e Andrea Bolaños Vargas (defensores de direitos humanos).
Também assina o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos.
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