Durigan diz que desvincular Previdência é ideia de Guedes e que ‘aqui é outro papo’
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta segunda-feira (25/8) o valor do salário mínimo para o próximo ano, de R$ 1.741, e afirmou que o reajuste continuará atrelado a benefícios previdenciários e assistenciais.
A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan , após reunião sobre o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) com o presidente Lula.
Durante a declaração, Durigan destacou que o valor atende à legislação vigente de valorização do piso e garantiu a manutenção da regra de reajuste para aposentadorias e programas sociais.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas “Esse R$ 1.741 no próximo ano, e ele necessariamente cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência, vai também para os benefícios sociais que têm vinculação com o salário mínimo”, afirmou.
Durigan afirmou que a atual gestão, com isso, contrasta com o governo anterior, citando diretamente o ex-ministro da Economia Paulo Guedes — que chegou a ser ameaçado de demissão por Jair Bolsonaro (PL) depois que sua equipe ventilou nos bastidores a ideia de desvincular salário mínimo e Previdência.
“Muito diferente do que outros ministros já defenderam.
Lembrando que o ex-ministro Paulo Guedes defendeu a desvinculação do mínimo da Previdência. […] Aqui é outro papo.
Nós estamos falando de uma administração que tem compromisso com as pessoas”, disse, dizendo que estava, com isso, desmentindo comentários nas redes sociais.
Além da definição do piso nacional, a equipe econômica ressaltou que a peça orçamentária apresentada ao Congresso demonstra robustez e sustentabilidade fiscal sob as regras do arcabouço.
Segundo Durigan, o planejamento para o próximo ano projeta que o crescimento das despesas obrigatórias ficará abaixo do crescimento geral do Orçamento.
“As medidas todas que nós estamos adotando têm esse condão de dar racionalidade, de modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal já vai ter um crescimento maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, concluiu.
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email Durigan já vinha dizendo em outras entrevistas ao longo das últimas semanas que desvincular salário mínimo da Previdência não estava em estudo.
Segundo o jornal Valor Econômico, no entanto, o assunto da desvinculação entre o mínimo e Previdência é debatido no nível técnico.
A ideia seria manter a regra atual de reajuste para trabalhadores da ativa, mas estabelecer um ritmo menor de reajuste para os aposentados que recebem o piso de um salário mínimo.
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