EUA aprova remédio que poderá prevenir perda de músculo durante uso de Mounjaro
A FDA, “Anvisa norte-americana”, aprovou no último dia 11 a primeira terapia muscular de ação direta contra a atrofia muscular espinhal (AME) .
Trata-se do apitegromabe , medicamento que chegará ao mercado norte-americano com o nome comercial Isembyld , e apresentou resultados promissores nos estudos que garantiram o registro.
O medicamento é um anticorpo monoclonal administrado via infusão intravenosa.
Além da aplicação na AME, já aprovada, o fármaco pode ganhar outro uso ainda mais amplo no futuro: a droga da farmacêutica Scholar Rock também está em estudos como uma possível alternativa para frear a perda de massa muscular em pessoas que utilizam a tirzepatida , princípio ativo do Mounjaro.
Como funciona o medicamento O Isembyld é indicado para uso adulto e pediátrico a partir dos 2 anos, em pacientes com AME que já fazem o tratamento padrão que tem como alvo o gene SMN2 , cuja ação ajuda a determinar a gravidade do quadro.
A AME é uma doença genética que desencadeia fraqueza muscular progressiva, podendo levar à morte ao inviabilizar a respiração e deglutição.
Enquanto a terapia atual busca corrigir os problemas provocados pelo SMN2, permitindo que o organismo siga produzindo proteínas capazes de manter a saúde neurológica, o apitegromabe atua em outra frente: o objetivo é bloquear a proteína miostatina, que limita o crescimento excessivo dos músculos.
Todos temos a miostatina no corpo e ela exerce uma importante função reguladora em condições normais – mas, em pacientes com AME, ela acaba agravando as consequências da doença.
No estudo que levou à aprovação do medicamento, 188 pacientes foram acompanhados por cerca de um ano.
Um grupo recebeu o apitegromabe por via intravenosa uma vez a cada quatro semanas (na dose de 10 miligramas por quilo de peso corporal), enquanto outro fez uso de um placebo.
Nos dois casos, todos os participantes também receberam, em paralelo, a terapia já existente.
Continua após a publicidade Naqueles tratados com Isembyld, houve um leve ganho da função motora ao final do período de acompanhamento.
Já os que utilizaram o placebo, mesmo com o tratamento padrão sendo mantido, acabaram tendo uma perda dessas funções após um ano.
Para determinar essas diferenças, foi utilizado o Hammersmith Functional Motor Scale Expanded (HFSME), um teste que avalia 33 atividades motoras com pontuações que vão de 0 a 2, totalizando um máximo de 66 pontos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.