Um drone matou três ucranianos. Ele era guiado inteiramente por IA.
ZAPORIZHZHIA, Ucrânia — A jovem correu para salvar a própria vida, mas era tarde demais.
Um pequeno drone russo, parecido com um avião em miniatura, despencou do céu no mês passado na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia.
Enquanto tentava se aproximar de um posto de gasolina, ele bateu em um muro e explodiu, espalhando estilhaços que mataram Tetiana Bubynets, estudante universitária de 19 anos, e outras duas pessoas.
Eles estão entre os milhares de civis ucranianos mortos em ataques aéreos russos.
Mas as circunstâncias desse caso trazem um elemento inquietante: o drone que os matou era guiado por um sistema experimental de inteligência artificial, e não por um piloto humano, segundo especialistas em drones, comandantes militares ucranianos e a equipe forense que examinou os destroços da aeronave.
De acordo com especialistas e autoridades militares, operadores humanos programaram o drone para seguir em direção a um determinado posto de gasolina.
Ao se aproximar do local, porém, o equipamento selecionou sozinho seu alvo específico, provavelmente tanques de gás propano, com base em seu treinamento para identificar e atacar esse tipo de estrutura.
Trata-se de um desenvolvimento que vinha sendo observado há anos na guerra da Ucrânia e que aponta para um futuro distópico, no qual máquinas autônomas circulam pelos céus tomando decisões de vida ou morte.
Um investigador ucraniano examina um drone russo Molniya recuperado após uma operação (Nicole Tung/The New York Times) “Isso representa um risco para o mundo inteiro”, afirmou o coronel Serhiy Minaiev, comandante da defesa aérea de Zaporizhzhia.
“Daqui a alguns anos estaremos vivendo em um filme do Exterminador do Futuro.
Não é brincadeira.
As máquinas estão tomando decisões de ataque.” A análise dos destroços desse e de outros ataques na cidade identificou minicomputadores embarcados produzidos pela Nvidia, segundo especialistas e autoridades militares.
Os equipamentos seriam responsáveis pelas decisões de seleção de alvos.
A Nvidia fabrica a maior parte dos chips que alimentam os sistemas de inteligência artificial mais avançados do mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.