Não é São Paulo: cidade paulista virou a verdadeira capital da cerveja artesanal no estado
Recentemente, quem gosta de cerveja artesanal ganhou um presente: a Rota da Cerveja de São Paulo que mapeou 107 cervejarias paulistas distribuídas por 55 municípios e divididas em sete roteiros temáticos regionais, além de polos voltados para negócios e experiências gastronômicas.
O percurso foi desenhado para aproximar os visitantes da cultura cervejeira local por meio de visitas guiadas a fábricas, degustações harmonizadas, brewpubs e eventos ao ar livre.
O estado de São Paulo abriga atualmente 427 cervejarias registradas, número que representa cerca de 22% de todo o mercado nacional.
Campinas e Região lideram em número de cervejarias Com uma tradição consolidada na produção artesanal e forte presença no ecossistema de inovação alimentar, o polo formado por Campinas desponta como a capital da cerveja artesanal do estado, impulsionada por cidades de forte apelo turístico e gastronômico localizadas na Região Metropolitana (RMC).
“Conseguimos que várias cervejarias que fazem parte do Polo se organizassem para preencher o cadastro, o que reforçou a visibilidade da nossa região para o turista que vem a negócios ou a passeio”, comenta o presidente do Polo Cervejeiro da RMC, Bruno Cardoso.
Logo em seguida, destacam-se a região do Circuito das Águas, a Capital e Região Metropolitana, além de polos tradicionais do interior, como as regiões de Sorocaba e da Serra do Itaqueri/Cuesta.
Outras rotas de São Paulo O turismo gastronômico movimenta bilhões na economia paulista e a Rota da Cerveja complementa uma estratégia maior de desenvolvimento regional por meio do programa guarda-chuva Rotas de São Paulo.
O Estado já conta com itinerários temáticos consolidados e de grande impacto econômico, caso da Rota do Vinho, que é centrada em polos tradicionais como São Roque, Jundiaí e o Circuito das Águas, impulsiona tanto a vitivinicultura quanto a rede hoteleira do interior.
Já a do Café, resgata a memória histórica do estado ao conectar fazendas centenárias, rotas rurais e cafeterias de especialidade, principalmente na região da Mogiana e Vale do Paraíba.
Tem ainda a Rota do Queijo, que mapeia queijarias artesanais distribuídas em regiões de montanha e bacias leiteiras, fortalecendo pequenos produtores e a gastronomia de origem.
Além da Rota da Cachaça, que conecta alambiques tradicionais espalhados pelo interior paulista, valorizando a produção nacional e o turismo rural.
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