STF encerra sessão de caso Moraes sem definição; Dino tem 90 dias para ficar com processo
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (15/9) a sessão destinada a analisar o pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes por s uposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro , preso preventivamente por fraudes no Banco Master.
O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino , e ele tem 90 dias para devolver os autos.
Não há previsão de retorno.
Contudo, Dino sinalizou durante todo o julgamento a preocupação com as eleições e pode deixar o caso para depois do pleito de 2026.
A sessão foi tensa e marcada por trocas de acusações, insultos e até mesmo gritos entre ministros.
Embora o julgamento tenha durado o dia todo, não há qualquer definição do caso – nem mesmo a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes foi resolvida.
Quer receber reportagens do JOTA com mais frequência? Clique aqui e selecione o JOTA como fonte de informação no Google Notícias O decano pediu para adiar a análise do caso Moraes para uma sessão conjunta com o pedido que Moraes fez para investigar André Mendonça.
Mendes também pediu a redistribuição dos procedimentos e a certificação de outros ministros com menções no caso Master.
O placar provisório até aqui ficou 4 votos contra a questão de ordem e 3 votos a favor.
Dino, que tinha votado a favor da questão de ordem, acabou com o voto não contabilizado por ter pedido vista.
Em caso de empate, uma das previsões do regimento interno do STF é que a definição fica a cargo do presidente do STF, Edson Fachin.
O pedido de vista de Dino foi feito após ele tecer duras críticas à condução de Edson Fachin no caso.
Dino citou a proximidade das eleições e disse que o presidente marcou “sessões desastradas” e que o julgamento estava degradando a imagem da Corte.
O movimento foi feito logo após um intenso bate-boca entre Mendes e Mendonça.
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