O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
Quem tem ações da Brava Energia (BRAV3) e estava preocupado com os possíveis movimentos do novo controlador, a colombiana Ecopetrol , pode respirar aliviado.
Em teleconferência realizada na terça-feira (25), a empresa afirmou que não pretende promover uma revolução imediata na petroleira brasileira.
A estatal colombiana afirmou que o foco inicial será organizar a casa, capturar ganhos de eficiência e aumentar a geração de caixa antes de partir para movimentos mais ambiciosos de crescimento.
Segundo relatório da XP, a controladora quer um equilíbrio entre diminuir o endividamento , pagar dividendos e buscar oportunidades de crescimento , mantendo disciplina na alocação de capital.
Vale lembrar que a Ecopetrol adquiriu uma participação majoritária de 51% na Brava Energia por cerca de US$ 1,2 bilhão.
A transação ocorreu em duas etapas e foi concluída em 17 de agosto.
Um dia depois, a colombiana nomeou três novos membros para o conselho de administração da Brava na intenção de iniciar uma transição de gestão.
O que vai mudar na Brava? A Ecopetrol sinalizou que não pretende fazer mudanças bruscas na operação nem alterar imediatamente a estratégia da companhia.
Analistas do BTG destacam que a Brava continuará operando de forma independente enquanto o novo controlador trabalha na integração da governança, dos processos e das decisões de investimento.
"A decisão da gestão de preservar a independência operacional da Bravas no curto prazo parece sensata, em nossa opinião, pois deve reduzir o risco de integração e proteger a continuidade dos negócios", avaliam os analistas Daniel Guardiola, Álvaro Leyva e Juan Sanchez, do BTG.
De acordo com a XP, as prioridades de curto e médio prazo serão melhorar o desempenho operacional, reduzir o custo de capital, aumentar a geração de caixa e aprimorar a alocação de recursos.
Para atingir esses objetivos, a Ecopetrol aposta principalmente em três alavancas.
A primeira é o perfil de crédito mais robusto do novo controlador, que deve baratear financiamentos e melhorar a estrutura de capital da companhia.
A segunda é a transferência de conhecimento operacional acumulado pela estatal colombiana, com foco em aumentar a eficiência dos ativos brasileiros e reduzir custos.
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