Moscou e Kiev voltam a trocar ataques em nova escalada do conflito
Três mortes foram registradas na região russa de Rostov (sudoeste) e outras três na Ucrânia: duas na região de Zaporíjia (sul) e uma em Kryvyi Rih (centro), cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky.
Dos 600 drones identificados lançados contra Moscou, 201 foram abatidos na região que circunda diretamente a capital. Desde o início da ofensiva em fevereiro de 2022, Moscou, a várias centenas de quilômetros da linha de frente, foi menos atingida do que as regiões próximas à fronteira com a Ucrânia. Nos últimos meses, porém, passou a ser alvo de ataques cada vez mais frequentes, à medida que o exército de Kiev intensifica seus ataques de longo alcance contra o território russo.
Na Ucrânia, a noite foi marcada por um novo ataque com mísseis balísticos contra Kiev, segundo o prefeito Vitali Klitschko. Foram ouvidas explosões pouco antes das 3h, no horário local, quando um alerta aéreo foi acionado na capital, segundo a AFP . A administração militar de Kiev registrou três feridos, incluindo uma criança. Segundo o prefeito, os ataques também provocaram incêndios em pelo menos dois bairros da capital ucraniana.
Nos últimos meses, os ataques têm se intensificado em ambos os lados da linha de frente, quatro anos e meio após a invasão russa em grande escala da Ucrânia, no que se tornou o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
De acordo com um relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU), o mês passado foi o mais mortal para os civis na Ucrânia desde maio de 2022, com 437 mortos e 2.610 feridos. A capital ucraniana, em particular, pagou um preço alto, com pelo menos 54 mortos e 202 feridos.
As forças russas lançaram repetidamente bombardeios massivos contra Kiev, utilizando mísseis balísticos e de cruzeiro. No início de agosto, uma série de bombardeios causou pelo menos 17 mortes na capital e em seus arredores, sem que a Ucrânia, que enfrenta uma escassez de interceptores, conseguisse derrubar um único míssil russo.
Além disso, nas últimas semanas, Romênia, Polônia e outras regiões de fronteira com a Ucrânia e a Rússia, como a Letônia, também vêm registrando repetidas violações de seus espaços aéreos.
Para poder interagir com todos comentários, faça Login na sua conta Terra
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.