Dino amplia acesso da PF às provas do Dark Horse; investigadores avaliam concentrar apuração no STF
Sadi: Investigação sobre Dark Horse deve ser federalizada A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a Polícia Federal (PF) a acessar integralmente o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre a produtora do filme Dark Horse tem dimensão técnica, mas tem também uma dimensão política e institucional muito importante.
A medida permite que os investigadores federais analisem diretamente as provas e pode abrir caminho para uma discussão sobre a federalização do caso.
Dino autorizou a PF a acessar não apenas os relatórios produzidos pela Polícia Civil, mas também documentos, dados brutos extraídos das mídias apreendidas e registros da cadeia de custódia — o histórico de como as provas foram coletadas, armazenadas e analisadas.
Na prática, os investigadores federais poderão examinar diretamente o material original e fazer sua própria análise.
A decisão atende a um pedido da própria PF.
Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do STF Luiz Silveira/STF Nos bastidores, investigadores avaliam que o próximo passo pode ser a discussão sobre a federalização das apurações.
A ideia seria concentrar no STF, sob a relatoria de Dino, as diferentes frentes relacionadas ao financiamento do filme.
A discussão poderia ser provocada por dois caminhos: um pedido da própria PF ou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Isso não significa que a federalização esteja decidida.
É apenas um dos próximos movimentos considerados possíveis por investigadores.
Mas há um pano de fundo ainda mais importante.
O pedido da PF para acessar também os dados brutos mostra que os investigadores federais não querem trabalhar apenas com o material selecionado e analisado pela Polícia Civil.
Eles querem examinar as provas originais e tirar suas próprias conclusões.
VEJA TAMBÉM: Tarcísio diz que cumprirá decisão do STF para compartilhar documentos de ONG de 'Dark Horse' e nega atraso em investigação sobre o filme em SP Na prática, a decisão também sinaliza uma desconfiança institucional em relação à condução da investigação pela Polícia Civil de São Paulo.
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