Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana
Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (26) que interromperam uma operação de hackers ligada à China.
Segundo o Departamento de Justiça americano, o grupo invadiu ou tentou invadir sistemas da Justiça, da NASA, do Federal Reserve (banco central dos EUA), do Senado e de outras instituições importantes do governo.
O Departamento de Justiça informou que apreendeu os domínios — os endereços usados na internet — de duas plataformas de invasão, chamadas QScan e QTRouter.
Segundo as autoridades, as ferramentas faziam parte da operação.
Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
O governo chinês costuma negar envolvimento em ataques virtuais.
Segundo o Departamento de Justiça, as plataformas eram administradas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company.
As autoridades americanas afirmam que entre os clientes da empresa estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular.
A Nanjing Xinjiuwei também não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência feito fora do horário comercial.
Hackers tentam invasão há pelos menos 8 anos De acordo com o documento apresentado à Justiça, os hackers usam ferramentas próprias para tentar invadir redes consideradas importantes e outros sistemas sensíveis nos Estados Unidos e em outros países desde pelo menos 2018.
O nível de acesso obtido pelos invasores variou.
Em agosto de 2019, por exemplo, eles tentaram, sem sucesso, entrar em redes da NASA explorando uma falha em um sistema usado para permitir acesso remoto.
Em setembro de 2024, segundo o documento, os hackers conseguiram invadir sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança.
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