Polêmica do anti-spam: Anatel anuncia regras para sistemas de operadoras contra ligações abusivas
Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu na quinta-feira (17) regras para sistemas anti-spam oferecidos por operadoras de telefonia com o objetivo de proteger usuários contra ligações abusivas.
A medida foi adotada após ao menos sete empresas reclamarem do sistema anti-spam da Vivo desde junho.
Elas alegaram que o recurso foi responsável por bloquear milhares de chamadas legítimas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a mudança, sistemas anti-spam deverão seguir critérios como quantidade e duração de ligações.
As empresas precisarão ainda respeitar os princípios da proporcionalidade e da não discriminação ao decidir quais chamadas bloquear.
Os serviços deverão ser ativados como padrão a todos os clientes e não poderão envolver cobranças adicionais.
As empresas deverão informar previamente a ativação dos recursos e explicar como eles funcionam, além de oferecer a opção para desativar as ferramentas.
Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel As novas regras proíbem bloqueios de números usados por serviços essenciais e de utilidade pública, como órgãos de saúde, segurança, defesa civil e bombeiros.
Além disso, as operadoras deverão oferecer canais para que titulares de linhas bloqueadas solicitem informações ou peçam a liberação de seus números.
As empresas terão até 10 dias para apresentar suas resposta.
Segundo a Anatel, o objetivo é trazer segurança, padronização e efetividade para soluções oferecidas pelas operadoras.
A agência afirmou ainda que a medida é apoiada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Disputa por anti-spam O "Vivo Anti-spam", que promete bloquear ligações indesejadas gerou uma disputa com operadoras em junho: a dona da ferramenta disse que ele protege consumidores, mas concorrentes afirmaram que ele impede chamadas legítimas.
Segundo a Vivo, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes.
Mas ao menos sete empresas abriram reclamações formais na Anatel em que apontam interrupções indevidas de ligações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.