‘Multibolsa’, 24/7 e tokenização: o futuro do mercado de capitais no Brasil segundo B3, Nasdaq e A5X
O futuro da infraestrutura do mercado de capitais brasileiro foi um dos temas da Febraban Tech 2026, que ocorre em São Paulo nesta semana.
Um consenso é que é mais fácil dizer o que não está em mudança, do que o que está.
O mercado brasileiro caminha para, em breve, se ver transformado pela tokenização, pela presença de diferentes bolsas interoperáveis entre si e deverá responder à demanda de parte do mercado por ambientes de negociação 24 horas por dia, sete dias por semana.
O vice-presidente da B3, Luiz Masagão, afirmou ao Valor Investe que está previsto para o início de 2027 o lançamento de uma tokenizadora que representará em tokens os ativos tradicionais já negociados em seu ecossistema.
A proposta é criar uma representação de um ativo que já existe, negociável dentro de um blockchain, com liquidação instantânea e conexão ampla entre participantes.
Os dois ambientes – de bolsa tradicional e o tokenizado - devem coexistir.
Se um investidor tem uma ação tradicional e quer vender a quem deseja receber um token, a B3 faz a conversão na retaguarda de forma automática, permitindo que ambos se encontrem na mesma negociação.
O desenho facilita uma demanda que já existe no mercado, que é a negociação 24 horas.
O caminho em direção ao funcionamento ininterrupto da bolsa “não tem volta”, afirmou Luis Gustavo Penteado, vice-presidente para a América Latina da Nasdaq.
A bolsa americana deve começar ainda este ano em uma janela ampliada, de 24 horas em cinco dias da semana, o que traria mais agilidade e permitiria, por exemplo, que o investidor asiático operasse o mercado americano quando quisesse.
Ele associa o movimento ao avanço da tokenização e da liquidação instantânea, e avalia que no Brasil "em algum momento deve acontecer", com o país à frente dos pares da América Latina.
O país, lembrou, já deu um passo importante com a liquidação da operação em um dia, e não mais três ou dois como no passado.
A opção por um sistema tokenizado paralelo, e não por uma migração de uma só vez, foi deliberada.
Alterar o sistema central obrigaria todos os bancos e corretoras a se adaptar ao mesmo tempo, num processo caro e demorado, explicou o Masagão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.