Robôs humanoides ganharão inteligência avançada em 2027, pevê executivo
Os robôs humanoides deverão receber cérebros com avanços significativos a partir de 2027 , se tornando cada vez mais capazes de compreender o ambiente, interpretar instruções e executar tarefas em situações nas quais nunca se envolveram.
A previsão é do cofundador da Ace Robotics, Wang Xiaogang.
Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira (21), o executivo classificou as atualizações previstas como “momento ChatGPT” .
Para ele, trata-se de um ponto de virada no mercado de robótica comparável ao que o bot da OpenAI fez para popularizar a inteligência artificial generativa, adicionando novas capacidades à tecnologia.
Maior foco em aplicações no mundo real Diferente dos grandes modelos de linguagem convencionais, os modelos de IA incorporada objetivam desenvolver inteligência e capacidades de operação autônoma .
Ou seja, esses sistemas possibilitam às máquinas navegar em ambientes do mundo físico realizando análises em tempo real .
Mas até o momento, as empresas têm dado mais importância a atividades como dança, corrida e outras mais simples para demonstrar as capacidades dos humanoides ; O presidente da Ace Robotics acredita que isso mudará até o final de 2027 com os sistemas de IA da próxima geração , passando a priorizar as aplicações no mundo real; Desenvolvido pela startup chinesa, o modelo de código aberto Kairos-4B supera o Cosmos 3 da Nvidia e outros sistemas de ponta, liderando rankings globais de benchmarks apesar de ter menos parâmetros (4 bilhões); Ele integra compreensão multimodal, percepção, simulação física e planejamento de ações, além de gerar vídeos e ser capaz de prever ações em sequência.
Com cérebros mais inteligentes, os humanoides terão ainda mais capacidades inéditas. (Imagem: SweetBunFactory/Getty Images).
“Esperamos alcançar o 'momento ChatGPT' para a inteligência incorporada até o final do próximo ano, impulsionados por modelos mundiais e pela captura de dados ambientais”, destacou Wang à agência de notícias.
Porém, ele acredita que tais avanços podem demorar um pouco mais para chegar aos robôs humanoides comerciais.
Segundo o executivo, “ provavelmente levará mais quatro ou cinco anos para vermos uma ampla implementação comercial de modelos de mundo incorporados em todos os setores”.
Um dos motivos para essa demora é a dificuldade de obter dados de treinamento de alta qualidade em situações reais.
Também conhecido como Embodied AI, o conceito abordado pelo líder da Ace Robotics coloca a IA interagindo diretamente no mundo físico.
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