Vale do Silício enfrenta enxurrada de falhas descobertas por IA
SAN FRANCISCO (EUA) — Em 21 de outubro, Fouad Matin, responsável pelos esforços de preparação e segurança cibernética da OpenAI, planejava passar a noite com amigos para comemorar seu aniversário.
Em vez disso, ele estava funcionando com cerca de duas horas de sono enquanto coordenava esforços para corrigir duas vulnerabilidades críticas de segurança descobertas por inteligência artificial, que ameaçavam afetar grande parte da internet.
O trabalho envolveu pesquisadores de segurança de startups e gigantes da tecnologia, além de autoridades governamentais dos Estados Unidos e de outros países.
Mais falhas encontradas por IA também estavam na fila de Matin e precisavam ser corrigidas.
A OpenAI possui várias equipes dedicadas à cibersegurança e está destinando um volume significativo de capacidade computacional para encontrar e corrigir problemas, disse ele.
A IA “realmente abre essa caixa de Pandora de vulnerabilidades”, afirmou.
As empresas de IA têm a responsabilidade de encontrar e corrigir problemas porque “o verdadeiro objetivo é examinar e corrigir o máximo possível do software existente no mundo”.
Em todo o Vale do Silício, profissionais de tecnologia como Matin estão lidando com uma grande mudança na cibersegurança.
A IA se mostrou tão eficiente em encontrar falhas de software que os engenheiros enfrentam uma enxurrada repentina de problemas que tentam corrigir antes que sejam explorados por hackers.
Empresas estão destinando mais tempo e recursos para lidar com as vulnerabilidades, e alguns especialistas já demonstram preocupação.
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Em maio, a OpenAI começou a usar sua tecnologia para procurar vulnerabilidades em softwares de código aberto, amplamente utilizados por serem gratuitos e por sustentarem boa parte da internet.
Até agora, a empresa afirma que seus modelos foram usados por pesquisadores internos e externos para encontrar mais de 1.300 falhas.
Em junho, o Google também utilizou IA para encontrar e corrigir 1.072 falhas em seu navegador Chrome, mais do que havia corrigido nos dois anos anteriores.
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