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'A Previdência como está não para de pé', diz Paulo Tafner ao propor reforma estrutural no sistema

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'A Previdência como está não para de pé', diz Paulo Tafner ao propor reforma estrutural no sistema

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Menos de sete anos após a última reforma da Previdência, publicada em 13 de novembro de 2019, o economista Paulo Tafner se propõe a debater —junto com um grupo de estudiosos— novas mudanças na aposentadoria . Tafner afirma que a razão para retomar as discussões é simples: "A Previdência como está não para de pé".

Segundo ele, o déficit avança com força, impulsionado por mudanças demográficas e no mercado de trabalho. Além disso, afirma que a reforma anterior foi incompleta, e vem sendo prejudicada por mudanças feitas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"A questão é buscar alternativa para tornar a Previdência sustentável, o que vai beneficiar a todos . Hoje é déficit atrás de déficit."

Tafner reconhece que não será fácil retomar o debate, mas acredita que o país amadureceu para avançar nos temas que pareciam mais sensíveis no passado. "Nesse tema previdenciário, o importante é ter em mente que não queremos prejudicar ninguém", diz.

Os especialistas voltaram a defender que é necessário fazer outra reforma da Previdência, mas eu pergunto: como explicar para as pessoas? Porque parte do que estava previsto na reforma de 2019 acabou ficando de fora, e isso faz com que, mesmo sendo uma boa reforma, precise ser complementada. Adicionalmente, há dois novos fatores. Entre 2019 e agora, saíram os dados do Censo indicando um envelhecimento mais acelerado do que estava previsto e uma taxa de fecundidade menor também, o que impacta a sustentabilidade da Previdência.

Outro fator é a política do salário mínimo. O governo atual adotou a política de ganhos reais, baseados no PIB [Produto Interno Bruto] de dois anos anteriores. Isso acelerou, digamos assim, o déficit previdenciário, que vem aumentando de forma bastante acentuada.

Para que todos tenham uma noção, de cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, serão R$ 400 milhões adicionais na despesa previdenciária. Então, aumento de R$ 10 no salário mínimo, aumenta a despesa em R$ 4 bilhões, aumento de R$ 20, estamos falando de R$ 8 bilhões, e assim por diante.

Teve um terceiro fator que atrapalhou: o Supremo Tribunal Federal derrubou itens da reforma que foram aprovados, agravando ainda mais o quadro de sustentabilidade financeira.

A proposta traz de volta medidas que já foram rejeitadas pelo Congresso na tramitação da reforma anterior. Tivemos a discussão sobre a equiparação de idade entre homem e mulher, e também a proposta de capitalização. Por que o país voltaria a discutir o que descartou antes? Reforma é um processo de amadurecimento . Até 2015, 2016, qualquer mudança na Previdência era um palavrão. Lentamente, a percepção das pessoas foi mudando. Nós também fizemos ajustes.

A capitalização vem dentro de um sistema muito interessante, que combina o esforço individual de poupança para a Previdência com a solidariedade coletiva.

Na parte de capitalização financeira, a pessoa poderá escolher, entre grandes operadores, onde colocar parte de sua poupança, como Banco do Brasil, Banco Itaú, Bradesco.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.

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