Do pré-sal aos data centers, Rio tem R$ 327,6 bi em investimentos mapeados até 2028
Com a indústria petrolífera a pleno valor — acelerando a produção de petróleo e gás nos campos do pré-sal —, importantes obras de infraestrutura em curso, como a das novas pistas de subida da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, e o turismo com recordes no fluxo de visitantes estrangeiros, o que atrai investimentos no mercado imobiliário, o Rio conta com um volume de R$ 327,6 bilhões em investimentos em execução.
O valor é referente ao período entre 2026 e 2028, de acordo com mapeamento feito pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
Leia também 19 estados podem eleger governadores em 1º turno e mudar disputa entre Lula e Flávio Pesquisas apontam chance elevada de definição no primeiro turno em boa parte dos estados; ausência de disputa local pode alterar mobilização de Lula e Flávio Onde 2026 pode ser decidido? Lula e Flávio empatam nos 3 maiores eleitorados São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam mais de 60 milhões de eleitores; em 2022, desempenho nesses estados foi determinante para a vitória apertada de Lula O valor sobe para pouco mais de R$ 500 bilhões, se levados em conta investimentos em potencial, que já foram sinalizados em projetos, mas ainda não estão confirmados, afirmou o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano.
O setor de petróleo e gás, principal atividade econômica do Rio, corresponde a mais de 60% do valor mapeado até 2028.
Na lista dos 20 maiores projetos identificados pela Firjan, há destaque para aportes bilionários no desenvolvimento de campos do pré-sal por companhias como Petrobras, Shell e Equinor.
Aposta na infraestrutura Outro levantamento da Firjan aponta a infraestrutura logística, a transição energética e o setor de tecnologia, incluindo data centers, como oportunidades em potencial.
Foram identificadas nove “fronteiras de desenvolvimento”, áreas em que o Rio pode liderar no futuro, com os setores industriais que serão o motor dessa transformação.
Os nove campos são transição energética, complexo portuário-logístico, indústria química e petroquímica, economia do mar (indústria naval, turismo náutico e bioeconomia marinha), complexo da saúde, complexo aeroespacial e de manutenção de aviões, agroindústria, turismo e economia criativa, e inovação, tecnologia e data centers.
Nos planos de investimentos já vigentes, chamam a atenção aportes em curso em infraestrutura, com ênfase na distribuição de energia elétrica e no saneamento básico.
Entre os maiores projetos, o destaque nessas áreas são os planos das distribuidoras Light — R$ 8,5 bilhões de 2026 a 2028 — e Enel — R$ 6,1 bilhões, no período.
No saneamento, os investimentos da concessionária Águas do Rio, da Aegea, somam R$ 6,2 bilhões no período.
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