DNA artesanal: a fórmula da Fuel Eyewear para ganhar o mercado de óculos
Em tempos de abundância no uso de termos como “automação”, “produtividade” e “inteligência artificial”, alguns negócios buscam prosperar sob a lógica inversa: a das experiências de consumo e produtos autorais com toque humano.
Na busca por experiências de consumo mais autênticas e personalizadas, marcas enfatizam produção local, história e fabricação doméstica, e ganham destaque a partir da associação com autenticidade, qualidade e sustentabilidade.
Ambipar adia divulgação de balanço do 2º tri e cita recuperação judicial Produção de petróleo e cuidado ambiental podem coexistir, diz especialista Disney lidera corrida entre parques temáticos com maior crescimento em anos A crença de que o interesse por itens que remetam à personalização e ao cuidado individualizado irá pautar o mercado no presente (e futuro) está embasada em dados.
De acordo com uma pesquisa da consultoria McKinsey & Company , 71% dos consumidores esperam interações personalizadas com as marcas das quais adquirem produtos ou serviços.
Trabalho artesanal, escala industrial A antagonia à hiperautomação em curso no mercado faz da tendência um caminho criativo para diferenciação competitiva.
Na Fuel Eyewear , marca brasileira de óculos de sol e grau, essa constatação é o ponto de partida para o modelo de negócio.
Por lá, a combinação entre as tendências globais e a expertise artesanal de um dos sócios faz do atributo humano o principal diferencial competitivo da rede, hoje com mais de 65 lojas em funcionamento.
“Queríamos fazer uma marca de óculos que unisse moda e design, mas de forma acessível”, afirma Miguel Zabotinsky, sócio-fundador e diretor de produtos da Fuel — além de designer de longa data.
“Hoje o modelo já está testado e consolidado”, conta Zabotinsky que é também responsável pelo desenho de todas as peças da marca, assumindo o papel de lunetier.
A Fuel dispensa o uso de máquinas de alto volume.
Em vez disso, os equipamentos permitem o corte feito à mão, garantindo a precisão e a intervenção humana no processo de fabricação do início ao fim – ou seja, do conceito ao polimento final das peças.
“Há um ser humano por trás de cada máquina”, explica o empreendedor.
“Isso acontece porque o consumidor quer duas coisas: um produto de excelente qualidade e exclusivo, e que também tenha uma história”, afirma.
O artesão concorda que o impacto da valorização das técnicas artesanais atrai, inevitavelmente, a atenção dos consumidores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.